Apresentação
Apesar de parecer polêmico e pretensioso, DDD, é um ensaio cujo objetivo é provocar no leitor a reflexão sobre a essência do próprio homem, e sua importância na construção de um “novo homem” , de um “novo ser” e de uma sociedade melhor.
Na tentativa de resgatar a trajetória do ser humano em busca de sua identidade, de sua individualidade e sua relação com a sociedade enquanto indivíduo, a obra propõe uma mudança no cerne da humanidade a fim de revolucionar o mundo através do autoconhecimento e da valorização do ser humano sem a pretensão de impor nenhuma verdade ou pregar uma nova seita.
Utopia ou loucura, não importa! É a busca de nossos sonhos que nos move para a construção de um futuro melhor.
Por acreditar na humanidade, e ter esperança de que um dia voltaremos ao “paraíso”, escrevi este livro no intuito de plantar uma semente de amor, e tenho certeza que ela germinará e dará bons frutos.
DDD, é a tentativa de valorizar e reconhecer o homem como protagonista de sua história. Destacando o AMOR como força motriz capaz de transformar a humanidade e, a EDUCAÇÃO como chave para esta mudança tão necessária.
DDD, não serve de receita ou regra para ninguém ser mais feliz. Ou, quem sabe decidir “qual deles adorar”!
DDD serve de apoio na busca de um NOVO HOMEM.
Agora é com você!
Volpone de Souza
O surgimento da humanidade
Os primeiros sinais de vida surgiram no Planeta Terra por volta de 3,5 bilhões de anos. Os antepassados do gênero humano, os primeiros hominídeos , apareceram há mais ou menos 3,5 milhões de anos, na era geológica chamada de era quaternária ou antropozóica. Os humanos propriamente ditos surgiram por volta de 150 mil anos.
Hoje, a origem da humanidade é questionada, estudada, negada ou aceita e, discutida por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Suas investigações fundamentam-se em indícios da atividade humana ou da natureza, que resistiram ao tempo, como fósseis , restos de armas, utensílios de uso diário, pinturas, desenhos, restos de fogueiras e de vegetação.
Até pouco tempo, acreditava-se que a ocupação da Terra havia ocorrido a partir do desenvolvimento de um único grupo de hominídeos. Todavia, descobertas recentes, revelam que várias culturas de hominídeos viveram concomitantemente, significando que, a origem da humanidade não deve concentrar-se em um único grupo, mas em diversos grupos que viveram na mesma época espalhados pela África.
Geralmente, a espécie humana é vista como produto da evolução de um tronco antigo de primatas. Em determinado momento, o tronco se dividiu em dois grupos – os Pongidae e os Hominidae -, cada um apresentando sua evolução própria. O grupo dos Pongidae, ou pongídeos, deu origem ao dos grandes macacos modernos: gorila, gibão, chimpanzé e orangotango. No grupo dos Hominidae, ou hominídeos, desenvolveram-se dois gêneros: o Australopithecus e o Homo. De cada um desses grupos, surgiram diversas espécies, como o Australopithecus aferensis, o Homo erectus e o Homo sapiens. Dessas espécies, apenas a nossa, a do Homo sapiens moderno, sobrevive. Os principais grupos de hominídeos são: o Australopithecus, o Homo habilis e o Homo erectus, o Homo neanderthalensis, o Homo sapiens moderno.
Para muitos, esta visão – evolucionista - é uma ofensa. Já que grande parte da humanidade não aceita que sua origem esteja relacionada aos antigos primatas – conforme prega a teoria da evolução, de Charles Darwin.
Aqueles que não aceitam o evolucionismo crêem que o HOMEM foi criado por um ser superior que pode receber muitos “nomes” , conforme a cultura de cada povo.
Esta polêmica conflitante, sobre a origem da humanidade, defronta aqueles que crêem na CRIAÇÃO, ou seja, que o homem foi criado pelo CRIADOR, Deus Onipotente, contra os que acreditam na EVOLUÇÃO, defendida pelos evolucionistas, que o homem evoluiu de uma espécie de primatas.
Entretanto, não cabe a nós, discutir ou decidir sobre a origem da vida no planeta Terra. Nem seria sábio “brigar” por uma polêmica que não se pode provar.
O que podemos fazer é aceitar uma ou outra teoria sem a certeza de ter feito a opção certa.
Não faz diferença saber se fomos criados por Deus ou evoluímos de um primata. O que mudará em nossa vida. NADA! Continuaremos sendo assim, do jeito que somos: mesquinhos, hipócritas, medíocres e arrogantes. Aliás, se você acredita que foi criado por Deus, à sua semelhança, então seja bondoso, justo, responsável e pratique o AMOR.
De que adianta, negar a teoria da evolução – por não aceitar que a humanidade evoluiu de um tronco de primatas - e praticar barbaridades que contradizem que o homem foi criado à semelhança de Deus. Isso apenas reforça a tese dos que defendem o evolucionismo. De que somos verdadeiros “animais”.
Talvez, ainda existam primatas inferiores convivendo conosco. Homens que usam terno e gravata e “controlam” o mundo na base da força, da arrogância e do grito, como se fossem “chefes” de “bandos”. Como fazem os grandes primatas para assumir o comando de seu grupo, através da força.
Criado ou não por uma DIVINDADE, ou evoluído de um tronco de primatas, o humano é, atualmente, a espécie que ocupa, domina, constrói e destrói o planeta Terra. Pior, faz tudo isso consciente de seus atos e dos males que causa ao planeta e a própria existência.
Gostar de bananas ou viver ajoelhado rezando numa igreja são meras coincidências, não afirmam nada.
Seres criados por Deus, à sua semelhança e perfeição, não cometem atrocidades contra a obra do Criador. A menos que sejam muito ingratos.
Seja qual for a origem da humanidade, temos a missão sagrada de preservar a vida, zelar pela espécie humana e construir um presente próspero e saudável, para garantir no futuro, a continuidade da vida e da espécie humana.
De nada adianta descobrir a verdade sobre a origem da humanidade, se esta estiver condenada à extinção. Neste caso, nem Deus, por milagre, nem a ciência, através da clonagem ou qualquer outro recurso científico ou tecnológico, serão capazes de salvar o planeta.
Esta é uma missão exclusiva da humanidade. É preciso dar esperanças as gerações vindouras para que estas sejam capazes de acreditar num mundo melhor, sem se preocuparem com suas origens, mas somente com sua continuidade e eternidade. Por isso precisamos plantar boas sementes para colhermos bons frutos. Esta missão é responsabilidade de cada um de nós.
Apesar de todos os defeitos, somos a espécie mais bela e perfeita do cosmos. Só precisamos rever nossas ações, eliminar nossos defeitos e valorizar nossas virtudes. Devemos focar o HOMEM, independente de sua origem, tratando-o com respeito, dignidade, carinho e amor.
Indivíduo e Sociedade
Não vejo o indivíduo e a sociedade como pólos contraditórios, ao contrário, um é fruto do outro. Claro que o indivíduo historicamente surge antes da sociedade, entendendo-a sob o ponto de vista civilizatório. Para Durkheim, a sociedade existe somente na mente dos indivíduos. Porém, ambos se complementam. Se entendermos que a sociedade é um conjunto de indivíduos, então teremos a coletividade que nada mais é que o reflexo da relação entre os indivíduos. O pensamento coletivo então é o pensamento de cada indivíduo em comum acordo. É o eco da individualidade que soa conjuntamente formando e sustentando a coletividade.
Podemos então partir de três princípios básicos:
1) o indivíduo forma a sociedade, temos então, o pensamento, as ações e reações de cada indivíduo influenciando na formação da sociedade, neste caso, a sociedade representa o pensamento coletivo, o conjunto dos indivíduos que em comum acordo, “pensam iguais”, sendo assim, o indivíduo nasce, cresce, forma-se, pensa, constrói e edifica a sociedade;
2) a sociedade forma o indivíduo, neste caso, é o pensamento coletivo que forma cada ser em sua individualidade, significa dizer que o indivíduo nasce e já encontra a sociedade formada, então, recebe suas influências, a sociedade constrói e forma o indivíduo;
3) podemos ainda, partir do princípio que ambos – indivíduo e sociedade – complementam-se, numa influência recíproca, numa interação, ou seja, ao nascer o indivíduo encontra uma sociedade já formada, portanto, recebe suas influências, mas também influencia na formação da sociedade uma vez que possui características particulares também adquiridas culturalmente da sociedade em que vive, entretanto, é livre, único e age com independência.
Em qualquer destes três princípios, não existe contradição entre indivíduo e sociedade. O que há são conflitos individuais que se confronta com os padrões estabelecidos coletivamente. Claro que aparentemente, identificamos certos problemas sociais, mas estes não contradizem e não põem em contradição os personagens em questão, ao contrário, confirmam o pensamento coletivo, que nada mais é que o conjunto de pensamentos individuais, pois se não fosse a vontade geral da sociedade, não haveria tais problemas. Mas, estes pensamentos, implicam num inconsciente coletivo, como uma espécie de psiquismo social.
Por essa razão, muitos indivíduos “seguem” lideranças políticas ou religiosas, adotando ideologias alienando sua vontade, muitas vezes por comodismo e interesses pessoais. Principalmente por se identificarem com seu pensamento.
Na verdade, o suposto pensamento de determinada liderança, é o pensamento de seus seguidores. Pensamentos e idéias semelhantes unem indivíduos por propósitos comuns. Só que o “líder” se destaca perante um grupo de indivíduos. Alguém sempre se manifestará contra ou favorável a alguma coisa e sempre existirão seguidores que abraçarão a causa, espontaneamente, por simpatia, por comodismo ou por alienação. Como diz o ditado “em terra de cego quem tem um olho é rei”. A maioria da população prefere seguir um líder para evitar responsabilidade de decisões. É mais fácil seguir, “pegar carona”. Guiar é muito difícil, exige compromisso, perseverança, coragem e “cara-de-pau”. Em muitos casos, o líder é muito inteligente ou o povo é muito “burro”.
Neste caso, se existe sociedade corrupta, é porque existe indivíduo corrupto. A sociedade é violenta porque seus indivíduos são violentos. A sociedade não existe sem a existência de um conjunto de indivíduos interagindo em comum acordo ou em atritos culturais. A sociedade só existe porque foi imaginada por indivíduos e por revelar-se necessária à sobrevivência de seus membros.
Nada disso justifica a existência da corrupção e da violência. Apenas tenta expor a idéia de que a interação entre indivíduos e sociedade estabelece relações inconscientes gerando a violência e a corrupção, ou qualquer outro fenômeno social.
Se a sociedade é justa, honesta e incorruptível, certamente seus indivíduos serão à sua semelhança. Da mesma forma que indivíduos íntegros, virtuosos e honrados, formam uma sociedade semelhante.
Portanto, cabe a cada indivíduo – inclusive você – encontrar e resgatar no âmago da humanidade, virtudes necessárias para a construção da sociedade tão sonhada por homens justos.
Cada indivíduo tem a missão de melhorar seu “metro quadrado” e participar na construção de uma sociedade formada por cidadãos. Não adianta querer mudar o mundo se o indivíduo não aceitar que tem de mudar internamente para propor uma transformação externa.
Certa vez, perguntei a um aluno se sabia o que era um cidadão e ele me respondeu que era uma cidade bem grande, como São Paulo.
Boa parte da população não sabe o que é ser cidadão. Pior que isso é saber o que é, e não praticar a cidadania.
Bem, o cidadão é o indivíduo consciente de sua responsabilidade e compromisso com a sociedade, ou seja, é sócio nesta “sociedade”. Conhece seus direitos e seus deveres. Fiscaliza a sociedade para que esta seja justa a fim de garantir que seus direitos sejam preservados e cumpre com seus deveres para que sua comunidade funcione ordenadamente, não no sentido positivista – com nossos direitos políticos suspensos - e sim no sentido de equilíbrio. O cidadão participa dos acontecimentos de sua sociedade, porque quer melhorá-la visando o bem comum.
A participação de cada cidadão garante a prática da cidadania. Isso garante a interação e a integração entre os indivíduos e a inclusão dos mesmos, compondo a sociedade democrática, que é o conjunto dos indivíduos agindo autonomamente e espontaneamente para o bem coletivo, evitando a exclusão em todos os sentidos.
Precisamos acreditar num indivíduo melhor, para alcançarmos uma sociedade melhor.
Este indivíduo é você! A sociedade somos nós!
“Penso, logo existo”
(Origem do problema)
O mundo está cada vez mais racionalista, competitivo, individualista e globalizado. Fruto do desenvolvimento tecnológico e científico que impõe ao indivíduo um ritmo de vida cada vez mais acelerado, fragmentado, competitivo e solitário.
Hoje acessamos a Internet e navegamos pelo “mundo das informações”. Em contato com este mundo, isolados num cômodo de casa, no escritório ou em qualquer lugar, criamos nosso próprio mundo. Um mundo virtual. Um mundo paralelo ao mundo “real”. Ali permanecemos durante horas. Esquecemos do mundo real. Nos individualizamos cada vez mais. Exilados espontaneamente. Nos excluímos dos grupos sociais por vontade própria. Enquanto isso as relações de sociabilização, necessárias à “sobrevivência” da espécie humana, estão acontecendo em alguns setores da sociedade como escolas, igrejas, clubes, partidos políticos, “quartos”. Por enquanto! Pois, se a humanidade continuar nesse ritmo, voltaremos ao início da pré-história, no período paleolítico, quando o “homem”, vivia solitário lutando por sua sobrevivência. Isolados e solitários na Era da Globalização. Cada indivíduo “sociabilizando-se” com o mundo através de um micro-computador.
Individualidade e competitividade são práticas propagadas e valorizadas entre os seres humanos. E são os seres humanos que formam este mundo tão criticado. Os seres humanos, inventaram o mundo que hoje criticam, ou seja, este mundo é “produto” da própria humanidade.
Mas será que o mundo é tão ruim assim?
É uma questão de ponto de vista. Assim como existem pessoas que vêem o mundo com pessimismo, destacando somente tragédias e desgraças, também existem pessoas que enxergam a beleza e as maravilhas do mesmo mundo.
Então, onde está o problema?
No próprio “SER HUMANO”!
A origem do problema está no “HOMEM”. No “SER” e no “TER”. Na maneira como se relaciona com o meio em que vive. O homem transformou o mundo natural, num mundo artificial – cultural -, distanciando-se das raízes que o “prendia” a natureza, aproximando-se da selva de pedras criada em nome do desenvolvimento e do progresso.
A racionalidade extrema criou homens frios, calculistas, gananciosos e cegos. Estes homens não medem esforços para alcançar seus objetivos, passando por cima de quem se colocar no caminho. Cuidado para não ser “atropelado”!
De um lado, líderes políticos e religiosos usam a razão camuflada por discursos emocionantes para despertar no povo o sentimento profundo de “amor à pátria”, ódio ao outro, intolerância racial e religiosa, conduzindo nações à guerra irracional. A razão neste caso provoca forte emoção que “atropela” a própria razão. Do outro lado, “seguidores”, movidos automaticamente pela emoção, equivocados e alienados por sentimentos mal interpretados, ou “programados” por mentes doentias, dignas de uma boa “camisa-de-força”, são conduzidos à guerra em nome de sua pátria, de sua religião, ou qualquer outra “GUERRA $ANTA”! Ambos acreditam defender seus ideais nesta MI$$ÃO $AGRADA!
A “racionalidade humana” aliena os homens, assim como o excesso de emoção que provoca ações impulsivas em momentos de “explosão”. A alienação leva a humanidade - na busca de riquezas como, metais preciosos, petróleo, água -, a destruir nações inteiras, ignorando se as vítimas são crianças, idosos, miseráveis, doentes ou inocentes. Nasce a vingança cega e impiedosa. A lógica de tudo isso é a busca incessante do lucro. Esta é a razão humana que faz do homem o ser mais IRRACIONAL !
Excessos de razão (que formam homens frios) e de emoção (que alienam os indivíduos) cegam a humanidade. Não há óculos que faça enxergar a verdade – mas o que é a verdade -, ou pelo menos perceber a mentira. Haja bengala para tanta cegueira!
Na busca incessante do lucro, o homem -movido pela razão, ou até mesmo pela emoção -, transforma tudo que pode em objeto de adoração. Fica a dúvida… “Qual Deles Adorar”?
Mas o problema não está na razão ou na emoção. O problema está em conseguir equilibrar esses pólos. Dosar cada um deles na proporção que haja harmonia entre eles. Não é fácil, é preciso muito exercício para alcançar o autocontrole. Não somos máquinas, somos HUMANOS! Mesmo parecendo desumanos muitas vezes com atitudes impulsivas e inconseqüentes.
Por isso antes de agir impulsivamente pare, respire e reflita.
Para evitar uma discussão, basta você não iniciá-la. Assim, ninguém discute! E nenhum inocente paga por atitudes esquizofrênicas.
Mas se você perder o controle…
Da pedra lascada ao laser
Na Pré-História, os homens lutavam pela sobrevivência. Brigavam por um pedaço de carne, quando encontrava algum. Temiam o desconhecido, exatamente por não conhecê-lo. Criaram mitos para explicar e justificar a própria origem e existência.
Na Antiguidade, a luta era para construir impérios, escravizar humanos, manter-se no poder, ou simplesmente garantir sua liberdade. Adorar as divindades e oferecer sacrifícios em troca de benefícios como enriquecimento ou vitória numa guerra.
A humanidade “evoluiu”. Passou pela Idade Média e pela Idade Moderna. Desenvolveu ciências e tecnologias, cruzou o oceano, acumulou riquezas, conquistou territórios, dominou povos, destruiu culturas e civilizações, inventou armas e remédios. Travou guerras sangrentas entre “o Bem e o Mal”.
Chegou à contemporaneidade e conquistou novos objetivos. Construiu foguetes, alcançou a lua, explorou o espaço, desenvolveu novas tecnologias, descobriu a cura para muitas doenças, salvou muitas vidas e destruiu muitas outras.
Desde a Pré-História, a humanidade briga entre si por poder e riqueza. Nada mudou!
Se antes o homem utilizava uma machadinha de pedra lascada para caçar seu alimento ou matar outro homem que ameaçasse seus domínios, hoje utiliza uma bomba capaz de destruir todo planeta e com ele, a humanidade. O instinto selvagem de atacar para se defender e matar para proteger seu território, ou exterminar para manter-se no poder e adquirir mais riquezas não mudou nada em milhares de anos.
Dizem que a humanidade evoluiu! Basta saber se para melhor ou pior. Que houve evolução não há dúvida: da machadinha de pedra ao microcomputador houve um salto fantástico; das Grandes Navegações marítimas às Viagens Espaciais e Virtuais, a aventura é miraculosa; das pinturas rupestres até os desenhos computadorizados, a tecnologia e a arte desenvolveram técnicas revolucionárias; da pedra lascada à era do laser, o homem superou milhares de vezes sua capacidade intelectual e técnica. E não pára por aqui. O processo de criação é infinito, inovador e libertador.
E o HOMEM! Que homem? O ser humano, que se diz humano, mas muitas vezes se revela um MONSTRO!
Que evolução aconteceu com o homem. Matava na pré-história. Continua matando hoje. Na Antiguidade escravizava seu semelhante, explorava-o, humilhava-o e o atirava aos leões. Hoje continua “escravizando”, explorando, humilhando e “atirando-o aos leões”. Não sabia qual divindade adorar. E até agora não decidiu: qual deles adorar.
Que decepção! Evoluímos em quê?
O homem precisa abandonar sua machadinha e seus fuzis. Sair da escuridão da caverna e do aperto das trincheiras. Rever sua história e construir um mundo melhor. Um mundo “evoluído”, habitado por homens evoluídos “espiritualmente”. Homens que usem a inteligência para a construção de uma sociedade melhor. Homens que usem a sabedoria para eliminar a fome, a miséria, a corrupção, a guerra, o desemprego, a maldade, a desigualdade social, a intolerância racial e religiosa, o preconceito social e sexual, o terrorismo, o sofrimento.
Não é possível que com tanta tecnologia, ainda exista desemprego e miséria. A máquina não deve substituir o homem, mas servi-lo. É absurdo que a tecnologia ocupe o lugar do homem deixando-o desempregado. As máquinas devem beneficiar a humanidade, diminuindo o esforço físico humano propiciando mais tempo de lazer aos homens enquanto as máquinas trabalham por eles.
Mas a culpa não é da máquina. Ela também foi inventada pelo homem.
O problema novamente está no homem que cria mecanismos para escravizar e explorar seu próximo, utilizando os recursos dispostos na sociedade para benefício próprio, concentrando poder e riquezas enquanto o resto da humanidade passa fome, frio, medo e dor.
A tecnologia é criada e desenvolvida pela humanidade e deve ser patrimônio da humanidade para benefício de todos que respirem neste planeta, independente de sua nacionalidade ou qualquer outra fronteira que separe o homem de seu semelhante.
A tecnologia deve ser democratizada para que todos - sem nenhuma exceção – recebam seus benefícios, sejam ricos ou pobres.
O Governo
Quem governa é o homem. O governo é apenas uma instituição dirigida pelo homem – ou por vários homens. O sistema capitalista também foi inventado e é dirigido por homens. Por que então culpar instituições e sistemas criados pelo homem? Se forem falhos, é porque a humanidade é falha. Seus dirigentes são falhos. Então, de quem é a responsabilidade, senão do próprio homem.
É muito fácil afirmar que os governos são culpados pelo desemprego, pela taxa de juros e pela miséria do mundo. Não isento os governos de tais responsabilidades. Eles têm uma parcela grande de “culpa”, mas nós também somos responsáveis pela situação que nos encontramos.
Elegemos nossos representantes. Portanto, temos obrigação de fiscalizá-los e exigir que cumpram com dignidade, responsabilidade e honestidade a função para a qual foram eleitos com nosso voto. Não somos funcionários governamentais, mas somos membros e sócios da sociedade administrada pelo governo.
Certo que alguns homens que formam grupos dominantes – ELITE -, assumem a administração do Estado e governam para beneficiar oligarquias e ainda afirmam que defendem os interesses do povo. Mentira! Estas oligarquias são capazes de tudo para se manterem no poder. Porém, a politização do povo, a participação popular em sindicatos, partidos políticos, associações de bairro, grêmios estudantis, igrejas e até mesmo no governo, são alternativas para evitar que a elite dominante explore o país e saia impune.
É preciso parar de reclamar e agir. Participar da construção de uma sociedade mais justa. Isso não é impossível!
Impossível, é viver numa sociedade corrupta, desonesta, opressora, autoritária, manipulada, demagoga, mesquinha e excludente.
Certa vez, participei de uma convenção onde seriam “selecionados” pré-candidatos a vereador de determinado município para concorrerem a uma vaga no Poder Legislativo daquela cidade. Após a decisão, nos reunimos no plenário da Câmara Municipal onde acontecera a reunião. Um político tradicional, antigo e popular da cidade, - já tinha sido vereador e vice-prefeito diversas vezes -, disse aos presentes – mais de 500 pessoas – que nunca dissessem a verdade para seu eleitor. Segundo aquele coronel e senhor (feudal), o povo adora ser enganado. Ainda afirmou que quando disse a verdade pela primeira vez, perdeu uma eleição. Em seguida convidou todos os presentes para rezarem a oração que Jesus nos ensinou - de mãos dadas - e continuou: “Pai nosso que estais no céu…”.
Nunca tinha ouvido tanta besteira em minha vida. O pior de tudo é que aquele político sempre fora eleito com o nosso voto. O que me leva crer que o povo realmente gosta de ser enganado. Como diria um politizado escritor brasileiro, considerado “maldito” pelo governo, “O Brasil não tem povo. O Brasil tem público”!
Depois não adianta culpar o governo. Escolhemos nossos dirigentes. Votamos. Elegemos. E agora? Temos obrigação de fiscalizar e participar.
Enquanto cruzamos os braços, “os coronéis”, fazem a festa! Taxam o povo com pesadíssimos impostos. Cercam nossas residências com arame farpado, nos marcam com ferro quente e nos alimentam com capim. O pior, é se nos acostumarmos com essa situação. Só falta relinchar e puxar arado!
Se quisermos mudança, temos de participar. Como povo atuante, protagonista da própria história. Não podemos continuar assistindo como público, apenas torcendo para que nossa história tenha final feliz. Não se realiza uma grande caminhada sem dar o primeiro passo. Largue suas “muletas” e ande!
Se você é daqueles que acredita que todo governante é ladrão? Nenhum político é honesto? O que está fazendo que ainda não se candidatou a um cargo político para mudar o cenário que tanto critica. Criticar é fácil, difícil é apresentar solução. Não seja medíocre de falar aos ventos, de votar num candidato e dizer: “Este rouba, mas faz”! Ou ficar se lamuriando dizendo que “perdeu” o voto. Se perder, encontre-o!
Se existe governo corrupto, é porque existe povo corrupto. A falta de participação, a ausência de cidadania, facilita aos “coronéis”, que imponham a política do “Pão e Circo”. A distribuição de cestas-básicas, alivia a fome, mas depois se tornam “CESTAS-TRÁGICAS”. As festas oferecidas “gratuitamente” ao povo, como forma de diversão, no fundo desvia a atenção e disfarça os problemas sociais. Esse sistema gera um clientelismo entre “politiqueiros” e “eleitores”, criando o assistencialismo, viciando o povo a mendicância. Assim, a “indústria da miséria”, mantém o povo, controlado e obediente. É mais fácil trancar um homem numa jaula e alimentá-lo até que ele chame-o de “MESTRE, SENHOR OU DEUS”, do que ensiná-lo a andar com as próprias pernas. É assim que os politiqueiros agem. Primeiro deixam o povo passando fome. Depois lhes dão duas latas de óleo, um quilo de açúcar e um pouco de feijão numa “cesta trágica” e pronto, estouram alguns rojões, fazem festas, discursos, promessas e mais promessas. Mas como estamos preocupados com Copa do Mundo, novelas e mega-shows, assistimos nossa decadência conformadamente.
Alguns governantes, esquecem que ocupam cargos no governo porque foram eleitos pelo povo. Pior, esquecem o que é povo!
A culpa é do governo? Não. A culpa é do POVO. Que povo? Nós! Por permitirmos e aceitarmos estas condições. Por só assistir, como bom público, e não participar, como povo, como cidadão, das decisões que envolvem a sociedade.
Não estamos no regime feudal e não vivemos no coronelismo. A Ditadura também já acabou. Se quisermos um governo que represente nossos interesses, precisamos participar deste governo, fiscalizando, cobrando, cumprindo com nosso dever. Um Estado democrático será consolidado, somente pelo povo, se a população participar da construção e consolidação da democracia.
Faça sua parte. Participe!
O Capitalismo
Quem sabe, o sistema capitalista seja o mal que prejudica tantas pessoas. Podemos até responsabilizar o capitalismo pela desigualdade social, pela pobreza e por tantos problemas existentes. De fato, o sistema capitalista, não é o mais perfeito dos sistemas políticos e econômicos. Mas até agora, todos os sistemas criados pelo homem falharam. E todos os que ainda serão criados por nós, serão falhos e sujeitos a injustiças. Por um simples fato: A humanidade é falha!
Sem dúvidas, o capitalismo – sistema político e econômico que vigora na maioria dos países do mundo – provoca a desigualdade social e econômica.
De um lado, temos no mundo, países ricos, que no passado colonizaram áreas do planeta, exploradas pela ganância de homens que só pensavam em poder e riquezas. Os homens que governam estes países, ainda hoje, acreditam que podem dominar o resto do planeta. O pior de tudo, é que muitos pensam que são donos e protetores dos países mais pobres. Ninguém é dono do mundo. O Planeta Terra é patrimônio da Humanidade. Do outro lado, temos países pobres, que foram colonizados e explorados pelos países dominantes. Por serem habitados por povos com menor capacidade militar, foram “destruídos”, escravizados e “roubados”, pelos homens “civilizados”. Hoje são “protegidos” pelos países ricos. Existem exceções, mas não são muitas.
O capitalismo é um conjunto de idéias e regras criadas e administradas pelo homem. Se quisermos melhorar as condições de vida do planeta Terra, não percamos mais tempo tentando criar novos sistemas políticos e econômicos. Precisamos mudar o homem. Precisamos mudar cada um de nós. A mudança acontece dentro de cada indivíduo e exterioriza-se para o mundo. Não adianta mudar o mundo se continuamos os mesmos. Em pouco tempo corromperíamos a humanidade. Portanto, primeiro temos de mudar nossa “alma” e, depois, nossos hábitos, nossas atitudes e o mundo.
Hoje você reclama por estar numa posição menos privilegiada. Amanhã gozará de uma posição melhor. Esquecerá seus semelhantes. Será membro de um grupo que pertence a outro nível social e econômico. E a culpa é do capitalismo.
O capitalismo é o sistema que mais “beneficiou” a humanidade. Este sistema, incentivou empresas e grupos capitalistas – na ambição de lucrar cada vez mais – a investir em tecnologias cada vez mais sofisticadas.
Em nome do LUCRO, a Europa colonizou a América. Ninguém cruzaria o oceano Atlântico, nas Grandes Navegações, em nome de Deus, apenas para catequizar outros povos ou pela arte, a fim de apresentar uma peça de teatro. Isso só aconteceu, em nome do LUCRO, porque o homem tem sede e fome de poder e riqueza.
O capitalismo é apenas uma criação humana. Uma forma encontrada pelo homem para explorar a humanidade e justificar a desigualdade.
O Diabo
É o “diabo” culpado por tanta desordem?
Talvez. Mas é muito cômodo, atribuir tanto poder a um ser que nem temos certeza se existe. Afirmar que este ser é capaz de possuir nossa mente e dominá-la, obrigando-nos a praticar ações ilícitas, cometer crimes hediondos é absurdo e doentio. Esta é uma forma encontrada por pessoas fracas para justificar seus erros e fugir de suas responsabilidades culpando “alguém” que não pode se defender e nem mesmo pode ser condenado porque não pode ser encontrado. Não pode ser encontrado porque não existe.
Você já viu um demônio ser algemado e preso? É tão fácil errar e apontar o dedo para outra pessoa. Acusar seres supostamente capazes de possuir o corpo de uma pessoa usando-a para praticar maldades é “quixotesco” demais. Neste caso, o Diabo, é introduzido na sociedade, como um dispositivo do mal para absolver o homem, da maldade. Pobre diabo!
Se não existir o Diabo, culparemos alguém. Quem sabe sua sogra! “Se o Diabo não existisse, a humanidade ainda estaria sujeita às tentações de pecar devido às paixões do corpo” .
O Diabo é um nome dado ao mal. O Diabo não tem poder algum. Não tem poder para fazer alguém cometer algo, contra sua vontade. Essa é uma maneira muito fácil e simplista de justificar nossos erros. Juntamente com a humanidade, a bondade e a maldade chegaram até nossos dias. Um ditado indígena diz que o bem e o mal são dois cães famintos que vivem dentro do homem. Aquele que você alimentar sobreviverá.
Negar a existência do Diabo como ser maligno, não significa afirmar que não existe o mal. O mal existe no homem e não fora dele. É parte da natureza humana. Se a maldade se manifesta na sociedade como um ser “mágico”, com super poderes, é porque culturalmente a humanidade criou este mito para isentá-la dos “pecados”, por ela cometidos. “Os demônios e o Diabo eram metáforas, principalmente para os vícios e para as tendências más que surgem dentro do coração humano” .
É preciso resgatar no cerne da humanidade, a bondade existente. O Bem e o Mal interagem na mente humana, provocando mudanças comportamentais e crises de identidade.
Por não entendermos a revolução que ocorre dentro de nós, e não encontrarmos respostas satisfatórias para nossas perguntas, entramos em crise, em desarmonia com nosso pensamento. Se não conseguirmos nos manter em equilíbrio emocional, atribuiremos nossa fraqueza a uma força “superior” e culparemos alguém. No caso, o diabo!
Então, qual a explicação para tantos casos de “possessão” demoníaca?
São fenômenos de competência da Parapsicologia. Objeto de especulação de charlatães que se declaram “ministros de Deus”, ou “filho de Deus”, mas só querem enganar e tirar proveito de famílias a beira de uma desgraça e que enfrentam situações difíceis, ou indivíduos desamparados e sugestionáveis que servem de marionetes nas mãos de pilantras que enriquecem à custa de pessoas fracas e “ingênuas”. Pilantras que usam o diabo para intimidar e atemorizar pessoas simples e humildes, ou desesperadas e desamparadas que fazem qualquer coisa para se livrar do problema.
O que importa é que você não seja vítima de crenças que te prendam a ignorância humana, impedindo-o de assumir a direção de sua vida e comandá-la sabiamente, por acreditar que seres malignos possam te prejudicar, destruindo casamentos, provocando desemprego, castigando com doenças, enfim, transformando sua vida numa desgraça.
Liberte-se dos grilhões que te prendem a ideologias criadas para mantê-lo sob controle e manipulável pela elite dominante e por bandidos chamados de gurus e conselheiros espirituais. Se estes “sábios” adivinhadores pudessem prever o futuro com tanta precisão, acertariam os números da mega-sena e ficariam ricos.
Não tema, nada pode atingi-lo, desde que você não permita. Se sua situação não é das melhores, acredite: “VAI MELHORAR”! Tudo é uma questão de tempo. Não faça nada precipitadamente. Não dê ouvidos a pessoas negativas. Seja otimista e, “VÁ A LUTA”! A vida é muito preciosa para desperdiçarmos com bobagens. Muitos estão na mesma situação que você. Não é praga, feitiçaria ou influência do Diabo. É apenas uma crise passageira que logo desaparecerá.
Tenha fé na sua capacidade. Invista na sua aparência e principalmente em conhecimento. Ninguém consegue um bom emprego se estiver mal vestido e mal preparado. Mentalize palavras positivas. Seja alegre. Respire fundo e supere os problemas.
E o Diabo? Que vá para o “inferno”! É como acreditar em “Bicho Papão”. Um ser fantástico que atormenta as criancinhas. Ou a “Cuca”, utilizada pelos adultos para controlar as crianças, e mantê-las obedientes. Ninguém nunca viu nenhum destes seres. Mas o medo é tanto que eles se tornam “REAIS”. Você já deve ter ouvido falar de lobisomem, mula-sem-cabeça, chupa-cabras, político honesto, entre outros seres folclóricos. Assim é o diabo. Uma criatura inventada para controlar e manter o povo na obediência. E quanta gente ganha muito dinheiro com isso. Desfazendo feitiços, encantamentos, expulsando demônios e preparando amuletos e poções para afastar o “Bichão”.
Como provar se o diabo existe ou não? Não existe uma maneira de provar sua existência ou não-existência. Se ele existe ou não, é problema dele. O que não dá para aceitar é que você atribua seus erros a uma possessão ou interferência do diabo.
A intenção, não é provar a existência ou não deste ser chamado diabo, nem sair gritando pelas ruas que você não o teme, mas refletir sobre atitudes humanas, muitas vezes equivocadas, outras vezes realizadas por maldade, e que são justificadas pela crença num ser que domina a mente dos homens, controla suas ações, levando-os a praticar coisas horríveis alegando que não se lembram de nada, pois o diabo soprava em seu ouvido o que era para ser cometido. Ou então, que seu casamento não está bem, porque o diabo ou alguém que fez pacto com ele, quis prejudicá-lo. Ninguém faz pactos com o diabo. As pessoas que praticam a maldade, a fazem espontaneamente. Podem acreditar na existência do diabo e até adorá-lo. O perigo não é o diabo, mas a mente diabólica do homem que por acreditar cegamente num ser ou ideologia e adorá-los como deuses, é capaz de matar em nome de sua crença.
A mente humana é muito fértil. É capaz de criar seres fantásticos, encantadores e assustadores. Estes seres criam vida, tornam-se fortes e poderosos. Ganham autonomia e assombram a humanidade.
As fábulas ensinam as crianças a terem bom comportamento, mas não devem servir de meios de dominação ou mecanismos para controlar e manipular a humanidade.
Deus
Também não adianta culpar “Deus”. Acreditar que é pobre ou passa necessidades, porque “Deus” quis assim. “Quando recebemos o domínio deste mundo, também recebemos o domínio de nós mesmos. Deus não é nosso piloto. Nunca foi intenção Sua traçar uma rota para cada um de nós e assim colocar-nos a todos sob Seu controle – Deus não é ditador. Ao contrário: Ele doou a cada um de nós intelecto, visão e talento para traçarmos nossa própria rota, para escrevermos nosso próprio Livro da Vida da maneira como escolhermos” . Isso é mero conformismo e comodismo. Qual pai desejaria que um filho fosse bem sucedido e outro mal sucedido? Deus também deseja que cada um de nós tenha “sucesso”. Você pensa que Deus escolhe quem será rico e quem será pobre, quem viverá na miséria e quem viverá na fartura? Somos nós, os seres humanos, que selecionamos e excluímos os indivíduos conforme nossas vontades e caprichos, não Deus. “Tudo o que há são fantasias de homens cruéis e vingativos ”. Deus não é malvado e vingativo. DEUS É AMOR! Quem ama não deseja a desgraça para a pessoa amada. Quem ama não castiga ou pune de forma vingativa.
Muitas “igrejas”, “enfiam” na mente de seus seguidores que Deus castiga aqueles que se desviam do caminho designado por Ele. Qual o caminho correto a seguir? Que Deus, mantém uma prisão, chamada Inferno, para se vingar daqueles que “pecam” e não seguem suas “ordens”. Alguns “líderes” religiosos, dizem a seus fiéis, que a pobreza é dom e provação de Deus para testar sua fé. E para provar que sua fé é infinita, deve-se fazer sacrifícios. Neste caso, algumas “igrejas”, “exigem” doações como prova de fé, para alcançar a graça divina. Há senhores, que se dizem “mensageiros” de Deus, e fazem uma verdadeira lavagem cerebral, alienando pessoas que num momento de fraqueza se desfazem do pouco que possuem para enriquecer esses “falsos profetas”, que pregam a palavra de Deus de forma tão baixa e suja.
A indústria transformou Deus em mercadoria. Religião virou negócio. Igreja tornou-se empresa. Há igrejas que disputam a imagem de Deus através da televisão e tentam vender seu produto em nome da FÉ. A impressão que se tem é a da existência de vários deuses – mercadorias – pois cada um descreve “seu deus” como melhor que o da “concorrência”.
É como se cada religião ou cada igreja tivesse um Deus. Cada uma faz a propaganda de seu deus utilizando os meios de comunicação e empresas de publicidade. Tudo para vender o “seu deus”, ou melhor, seu produto.
O “fiel”, perdido em tantos problemas, desanimado com sua situação, desamparado, procura um deus que resolva seu problema e depara com um mercado divino tão amplo, com tantas promessas de “milagres”, que fica quase impossível decidir, qual deles “comprar”. Qual Deles Adorar?
São tantas ilusões! E outras tantas decepções!
Igrejas que prometem curas milagrosas. Soluções para problemas financeiros. União de casais que se separaram. Quando alguém chega com um desses problemas o motivo é logo apontado: falta de fé. A falta de fé permite a aproximação do diabo que provoca toda essa desgraça. A solução também é apresentada: ficar naquela igreja, doar o que tem – como prova de fé – e entregar “seus problemas” nas mãos dos “profetas” que fazem a conexão entre o pobre coitado e Deus. Somente aquela igreja e aquele Deus têm poderes para realizar a graça.
Se seu problema não é solucionado é porque faltou fé. Será que a maioria da população mundial é pobre ou passa fome por falta de fé? Como “medir” a FÉ? Não existe maneira para medir a intensidade da fé. A FÉ é subjetiva, está enraizada no cerne do homem.
Quanta bobagem. Você não precisa “destas” igrejas para ter fé ou para alcançar uma graça. Não estamos falando de mágica. Deus Verdadeiro pode conceder-lhe qualquer graça, independente de igreja ou “profetas”. Mas também não adianta sentar e esperar que Deus faça tudo por você, até seu prato de comida. É preciso coragem, ânimo e bom humor para enfrentar as dificuldades e superá-las.
Quanta propaganda enganosa.
Então Deus permitirá que uma criança inocente morra por uma doença incurável porque ela não tinha fé – talvez nem saiba ainda o que é isso – ou porque seus pais não procuraram a igreja certa. Pobre criança!
Seu irmão morreu de câncer porque não tinha fé, ou não freqüentou a igreja certa. Que Deus o tenha!
Se você é pobre. Está desempregado. Seu casamento acabou. É porque você não tem fé. Basta adquirir um “deus” na “igreja” mais próxima de sua casa. São tantos produtos:
• sabonetes que salvam casamentos destruídos por feitiço: “se um dos cônjuges não costuma tomar banho, acredite: seu casamento acabou por falta de banho, neste caso, não tenho dúvidas, o tal sabonete fará ‘milagre’!”;
• velas que servem de chave para abrir as portas do céu: “as portas estão abertas, só não entra quem não quer”; “o céu e o inferno são estados psicológicos; depende do seu humor”;
• livros com receitas “mágicas” para aumentar a fé, ser feliz e encontrar deus: “não existe receita, cada um tem Deus em seu interior, basta permitir que Ele se manifeste em você”.
São muitas promessas, mas poucas soluções. Não caia em armadilhas como estas. Deus não é produto vendido em supermercados.
Estas “pequenas igrejas” capazes de “grandes negócios”, são tão criativas que não demorará muito para lançarem novos produtos no mercado como: sabão para lavar a alma; lotes com vista para o “paraíso”; mapas para não se perder no caminho para o “céu”; passagens e ingressos para entrar no “jardim celestial”, entre outros que possam surgir.
Que Deus abençoe sua prosperidade e sucesso.
Amor
“Deus é amor, e quem vive no amor em Deus vive, e nele Deus” . Muitas pessoas afirmam ter fé em Deus. Mas se lembram Dele somente nas horas de sofrimento ou, para “pedir” algo “impossível”. É como se Deus existisse somente para os sofredores e sonhadores. Basta passar por uma dificuldade financeira e pronto: “A FÉ AUMENTA”. Ou se tem fé, ou não tem. É como gravidez, ou se está grávida ou não. Não existe meia gravidez! Não acreditar na existência de Deus, não é pecado. Nem por isso, você é um monstro. Muitos que se dizem fiéis e crentes, não praticam seus mandamentos. Tem-se muita fé, mas não há AMOR. Outros que dizem não acreditar na existência de Deus, praticam o amor ao próximo. Qual deles estará mais próximo de Deus. Talvez todos. Talvez ninguém.
De que adianta acreditar em Deus e destruir sua obra. Praticar maldades contra seus semelhantes.
Há pessoas que optam por uma vida simples e humilde em nome de Deus. Outras preferem a prosperidade abençoada por Deus. Ambos agem corretamente perante Deus. Tudo é questão de opção. Você é livre para decidir como deve viver. Só não é justo dizer que sua vida é uma desgraça porque Deus quis.
Se você vive bem e feliz com pouco, e esse pouco é suficiente para você, parabéns. Mas se você não está satisfeito com o que tem, o problema está em você que não aceita sua situação, não tem nada a ver com Deus. Talvez você esteja pedindo demais e agradecendo de menos.
Você é a semelhança de Deus. Acredite em você. Harmonize-se com a obra de Deus e sua força criadora. Sinta o AMOR penetrar em sua alma. A vida sem amor é uma vida sem Deus. Se Deus é Amor, o Amor é Deus. Não dá para viver com Deus, sem Amor. A vida sem Amor é fria e vazia.
Os generais que declaram guerras contra a humanidade acreditam em Deus. Os políticos corruptos que assaltam o povo acreditam em Deus. A elite dominante que explora e oprime a sociedade acredita em Deus. Os traficantes que destroem muitas famílias acreditam em Deus. Você acredita em Deus. Todos têm algo em comum: acreditar em Deus.
Mesmo assim, há generais que fazem guerras, políticos que assaltam o povo, membros da elite que exploram e oprimem o povo, traficantes que fornecem drogas provocando destruição das famílias. Por quê? Porque não amam a humanidade. Acreditam em Deus mas não no Amor ao próximo.
Quem acredita no Amor e pratica-o, não prejudica seu semelhante. Quem ama, não mata, não rouba, não provoca guerras, não explora seu próximo, não faz tráfico de drogas e não comete nenhum tipo de ofensa contra ninguém.
O Amor é capaz de transformar qualquer pessoa. O Amor “remove montanhas”. O Amor é capaz de salvar a humanidade!
Todos os seres humanos são capazes de amar, sem nenhuma exceção. Muitas vezes não têm oportunidade para demonstrar seu amor.
Cuidado para não se tornar arrogante, mal humorado, triste e infeliz. Ame a vida, por você estar vivo. Ame a natureza por ser bela e inspiradora. Ame os animais por serem graciosos e companheiros. Ame a pessoa mais próxima de você por estar sempre por perto. Ame a pessoa mais distante por existir. Ame seu amigo por partilharem alegrias e tristezas. Ame seu “inimigo” para que se torne amigo. Mas acima de tudo, ame a si mesmo, por ser a pessoa mais importante no mundo.
O Amor deve estar presente em você. É um presente para você. Presenteie o Amor, com Amor!
Se você tem um relógio, pode dar a quem quiser, porque é seu. Você pode dar seu carro a quem quiser, porque você o tem. Assim é com o Amor. Você só poderá amar alguém se tiver amor por você. Não se dá o que não tem. Somente podemos dar aquilo que temos. Ame a si mesmo!
Não existe VIDA sem a existência de AMOR! DEUS É AMOR. Deus manifesta-se no Amor. Sinta o Amor em você.
“Amo todos vocês!”
Dinheiro
E o DINHEIRO? O dinheiro faz com que as pessoas cometam crimes. O dinheiro provoca a inveja. Atrai falsos “amigos”. Por causa do dinheiro matamos, roubamos, prostituímos, traímos. O dinheiro corrompe a humanidade.
Não. O dinheiro não é responsável por nenhum desses males. O dinheiro é um produto da humanidade. Se não usássemos o dinheiro, praticaríamos todos estes crimes por qualquer outra mercadoria. Se cometermos crimes hediondos ou não, é porque somos pervertidos. Não é o dinheiro que nos corrompe. SOMOS CORROMPIDOS!
Amaldiçoar o dinheiro é “implorar” para viver na miséria. Mas também não precisa ser escravo dele e adorá-lo como um deus.
O pensamento é poderoso. A palavra tem poder. Tome cuidado com o que pensa e o que fala. Somos o que pensamos. Depois não adianta reclamar ou culpar outra pessoa. Quem pensou foi você não eu.
Abençoe o dinheiro. Receba-o com alegria e acredite que você merece todo dinheiro que recebe, desde que seja fruto de seu trabalho ou de fonte lícita. Pode ser que receba uma herança ou ganhe na loteria. Não importa. É seu e você mereceu.
Quem diz que dinheiro só traz desgraça e infelicidade não sabe o que está dizendo. Nunca teve dinheiro. Ou não sabe o que fazer com ele.
O dinheiro é bom e faz bem. Não compra a felicidade, mas proporciona momentos alegres e agradáveis, ou seja, momentos de felicidade.
O problema não está no dinheiro, mas na maneira como o homem utiliza-o. Se você trabalha honestamente e recebe seu salário, que mal há no dinheiro.
Se uma pessoa recebe seu dinheiro de forma ilícita e prejudica muitas vidas, a culpa não é do dinheiro, mas do homem que por ganância e ambição não mede esforços para conseguí-lo.
Se o homem não tivesse ambição e ganância por poder e riquezas, o mundo não precisaria de dinheiro ou qualquer outra fonte de riqueza. Bastaria dividir a riqueza do planeta em partes iguais. Ou melhor, dividir os meios de produção a todos os habitantes do planeta para que todos possam “sobreviver” com melhores condições de vida e não haja mais miséria no planeta.
Se você recebe e usa seu dinheiro de forma justa, inteligente e honesta, que mal há?
Há pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro. Políticos que mudam de partido. Fiéis que mudam de religião, muitos colocando o dinheiro como um “DEUS”. Jogadores que mudam de time. Gente que vende o corpo, que serve de cobaia para experimentos científicos, que “paga micos”, que vende a “virgindade”. É um verdadeiro “TOPA TUDO POR DINHEIRO”! Uma competição de “VALE TUDO”!
O mal não está no dinheiro. O dinheiro não compra nada disso. É você que vende sua fé, sua dignidade, sua honestidade, seu corpo, sua virgindade, seu irmão, sua mãe, sua sogra, seu ideal.
Tem gente que “vende a alma ao diabo”, por dinheiro. Então, o “profeta” confirma que “dinheiro é coisa do diabo”. Outro “mensageiro da fé” diz que para prosperar, é preciso “doar” seus bens – como prova de fé – para a “igreja”, e assim receberá múltiplas vezes mais do que doou. Assim, o “profeta” – por ter fé – fica RICO, enquanto quem doa – por falta de fé – fica POBRE.
O dinheiro é produto inventado pelo homem. É uma mercadoria como outra qualquer. Não é diabólico.
Não dê ouvido a este tipo de “religião” que transforma o dinheiro em objeto de adoração, como se fosse um “DEU$”, o deus CIFRÃO.
Ter dinheiro não é pecado. Ninguém vai para o inferno porque tem dinheiro. Assim como, ninguém compra seu “terreno no paraíso”, com dinheiro.
Se ouro e prata fossem abundantes, não teriam o valor que tem. Se cocô fosse raro, os homens se matariam por um pouco de bosta. Imagine como ficariam os Bancos tendo de guardar toneladas de merda e pagar juros sobre um monte de fezes. As indústrias de purgantes lucrariam rios de DINHEIRO. Garanto que ninguém mais sairia dos vasos sanitários, mas também não dariam descargas, para não perderem DINHEIRO. Os valores são relativos. Tudo depende da raridade e da necessidade.
Hoje o petróleo vale muito. Logo a água será utilizada como critério de riqueza. Por isso não valorizamos a água atualmente. Porque ela parece infindável. Mas valorizaremos a água assim que precisarmos dela e perceber que ela está se esgotando. Se não “morrermos” de sede antes.
Se o dinheiro pode comprar conforto, lazer, saúde, conhecimento, porque não aproveitar seus benefícios. O problema é que o homem compra armas, drogas. Se não fosse o dinheiro, qualquer mercadoria serviria para troca. É puro escambo.
Todo homem tem seu preço. Não existe quem não tenha um preço. Só que alguns homens se vendem por qualquer “merreca”. Outros custam tão caro que toda riqueza do mundo não é suficiente para comprá-lo. É como a piada do patrão que pergunta a sua secretária se ela transaria com ele por quinhentos mil reais. A secretária responde que sim, afinal, o valor é significativo. Então o patrão insiste e pergunta se por um real ela aceitaria transar. Indignada e ofendida pergunta se ele pensa que ela é uma prostituta. Calmamente ele diz que esta resposta já obteve na primeira pergunta, agora era só acertar o preço.
O dinheiro não é um deus. Também não é um demônio. Não precisa temê-lo.
Mas se não quer o dinheiro…
O Homem
Na Idade Média o teocentrismo predominava, pois Deus era o centro das atenções, tudo girava em torno Dele. A Terra era o centro do universo (geocentrismo), e a Igreja manipulava a população através de ameaças de ordem divina. Com o surgimento e desenvolvimento da ciência, alguns valores arcaicos deixam de ditar a ordem e o homem passa a ser o centro das atenções (antropocentrismo).
Desde tempos remotos, o homem evolui e desenvolve tecnologias para satisfazer seus desejos, superar suas dificuldades e diminuir suas necessidades.
Este ser capaz de criar e recriar, também capaz de construir maravilhas e destruir a própria espécie, é responsável pelos conflitos existentes no mundo entre o BEM e o MAL.
Para justificar tantas guerras e destruições, criou o diabo para inocentá-lo por tanta maldade cometida contra a humanidade. Assim, sem precisar assumir a própria maldade, atribui ao diabo acontecimentos negativos e a Deus toda bondade. Temos a eterna luta entre o Bem e o Mal, entre Deus e o Diabo.
Alguns “profetas” pregam o fim do mundo. A besta do Apocalipse que age entre os humanos. O Anti-Cristo que aumenta e fortalece seu rebanho do mal. Outros culpam governos. Dizem até que o sistema capitalista é responsável por tanta desgraça. Os mais radicais dizem que o “Diabo” está “solto”.
“O fim do mundo não é um acontecimento por vir, é um acontecimento de transformação psicológica, de transformação visionária” . O mundo só acabará – exceto se provocado por uma catástrofe cósmica – se o próprio homem decretar o seu fim.
O homem, é dotado de inteligência e capacidade de pensar. Porém, não usa nem uma nem outra.
Em nome do progresso desmata áreas gigantescas para construir rodovias, hidrelétricas. Polui o ambiente com gases tóxicos emitidos na atmosfera, resíduos químicos desprezados nos rios e mares, e todo tipo de lixo despejado no solo para que a produção industrial não pare. Testa armas nucleares contaminando o meio ambiente a fim de conhecer seu poder de destruição e um dia utilizá-la contra a própria espécie. Um verdadeiro suicídio. Ou genocídio!
Os fins justificam os meios. Esta é a lógica do homem para conquistar riqueza e poder. Por isso provoca guerras. “A guerra produz mais lucros que a paz” . As indústrias bélicas ganham muito dinheiro graças à desgraça de muitos inocentes que pagam com suas vidas. Os países destruídos, para se reerguerem, fazem empréstimos astronômicos dos países que dominam o capital. A guerra é produto vendável e lucrativo. E quem comanda as guerras é o próprio homem.
Este ser tão perfeito e ao mesmo tempo tão imperfeito, é capaz de coisas belíssimas como amar. Mas também é capaz de crueldades como matar, escravizar, destruir o mundo.
A perversidade é uma característica humana. Nenhum outro animal, sente prazer em destruir.
Nem por isso devemos desanimar. É muito mais fácil enxergar as desgraças, os defeitos e as falhas humanas. Difícil é reconhecer e valorizar suas virtudes. Por mais que os noticiários de televisão ou qualquer outro meio de comunicação divulguem que o mundo está perdido com tanta desordem e maldade, mostrando a violência ao vivo e a cores, precisamos manter a calma. Precisamos nos distanciar um pouco para observar de longe a realidade que nem sempre confere com o sensacionalismo “fictício” apresentado. Olhe a sua volta. Você convive com o tipo de violência e maldade apresentada pela televisão todos os dias? A violência mostrada é real, mas não geral. São fatos pontuais de algumas regiões, e não o cotidiano de todas as cidades. Quando assistimos esse tipo de noticiário – e somente esse tipo – ficamos aterrorizados com tanta barbaridade. Por onde andamos esperamos uma bala perdida em lugares que nunca houve um tiroteio. Desligue a televisão ou mude de canal, esse tipo de programação não é saudável e aliena o telespectador que passa a viver uma realidade que só existe em grandes centros urbanos.
Há muito mais gente boa do que gente ruim no mundo. Não devemos generalizar. Existem pessoas malvadas sim, mas representam a minoria. As pessoas de bem, felizmente, são em maior número. Você é uma delas.
Somos vítimas do próprio medo
É preciso coragem para libertar-se de paradigmas ultrapassados que nos prendem ao passado. Como uma âncora que não permite que naveguemos pelas maravilhas do mundo. Ficamos presos a ideologias criadas por uma classe dominante que não faz nada para mudar a situação cômoda e conveniente para quem está no comando.
Enquanto isso, aqueles que são oprimidos e explorados, permanecem numa situação desconfortável, por comodismo, medo, conveniência e ignorância.
Ninguém é vítima de ninguém. Somos vítimas de nosso próprio medo, de nossa própria covardia. Somos vítimas do próprio medo de mudar, de ousar, de transformar a própria vida.
Quantos de nós já tivemos oportunidade de mudar, mas por comodismo ou medo de mudança, permaneceu na situação que se encontrava.
Se formos manipulados é porque nos deixamos manipular, até mesmo por interesse.
Somos seres políticos. Defendemos interesses individuais e coletivos. Jogamos mesmo desconhecendo as regras. Criamos regras durante o jogo, conforme a necessidade e os interesses envolvidos.
Se estivermos no comando, ignoramos nossos comandados. Se formos súditos, nos colocamos na situação de vítima.
Somos capazes de transformar o planeta e revolucionar a espécie humana.
Se existe o impossível, é porque ainda não o tornamos possível. Porque nossa ignorância e limitação nos impedem de ultrapassar a barreira que separa o impossível do possível. Ou seja, não existe impossível, nós é que somos limitados e descrentes.
Enquanto continuarmos culpando o governo, o capitalismo, o dinheiro, o diabo e Deus, não mudaremos absolutamente nada. Continuaremos na situação que estamos ancorados. Talvez até pior. A elite continuará como elite – dominando - e o “povão” continuará “povão” – “dominado e possuído”.
Não tema o Governo, participe de suas decisões. Não tema o capitalismo, crie oportunidades para superar as crises. Não tema o diabo, ele não tem nenhum poder para prejudicá-lo – se é que ele existe - , por outro lado, Deus não permite que ele te faça mal. Não tema Deus, Ele é Amor. Não tema o dinheiro, aproveite os momentos agradáveis que ele pode lhe proporcionar. Não tema o medo, ele é natural, só nos protege de agir com negligência e nos ensina ser cautelosos.
Temos medo de ficar pobre, de perder a família, de morrer, de ir para o “inferno”, de ser seqüestrado, temos medo de muitas coisas, temos medo de viver. Vivemos com medo. E morremos de medo!
Um pouco de medo é saudável!
Seja um Vencedor!
A solução não está na luta armada e no derramamento de sangue. Também não está em movimentos desorganizados e reivindicações vazias ou politiqueiras.
Investir no ser humano gera os maiores lucros, é o melhor investimento. É a solução.
A humanidade está desumanizada. Robotizamos nossas ações e nosso pensamento. Tudo que pensamos está enlatado, por isso não conseguimos analisar nossa situação.
É preciso utilizar um abridor de latas para desenlatar as idéias que nos são impostas.
Vivemos tão mecanicamente que mal paramos para contemplar a beleza que existe em cada ser humano. Nos distanciamos de nossas raízes. Deixamos de ser simples e felizes e optamos por uma vida artificial, complexa e triste.
“Aqueles que vivem no fracasso e na infelicidade nunca exerceram suas opções pelas melhores coisas da vida porque nunca tiveram consciência de que podiam escolher!” Ninguém impõe isso a ninguém. Somos livres para escolher como viveremos: na desgraça ou na graça.
A felicidade não está naquela casa nova, naquela carreira nova, naquele amigo novo, naquele parceiro novo. E não está à venda. A felicidade não se resume em conseguir, mas em satisfazer-me com o que conseguiu. Com o que tenho e com o que não tenho. A felicidade plena é um estado de “espírito”. Mas nosso “espírito” é muito sensível, sujeito a muitas doenças.
Não adianta procurar um médico, se você não seguir suas recomendações. Não adianta procurar uma igreja ou uma nova religião, se você não tem fé em si mesmo. Tem que acreditar no seu potencial e abençoar tudo que recebe. Outra pessoa não fará por você aquilo que é sua responsabilidade. Ninguém é responsável por sua situação. Você é autor e protagonista de sua vida. Não existe co-autoria. O que existe são situações que estimulam certas habilidades e comportamentos exigindo uma ação-reação rápida. O resultado depende de sua performance, de suas habilidades em lidar com as situações e sua criatividade para transformar crises em soluções.
Não faça de sua vida um “muro de lamentações”. Tem gente que adora sofrer. Reclama de tudo e de todos: o mundo está em guerra, o terrorismo provoca outras guerras, a bolsa de valores não pára de cair, o dólar “sobe”, a inflação dispara, o governo não toma atitudes contra o desemprego, o capitalismo explora o homem, a programação de televisão não presta, o marido não pára em casa, a criança não pára de chorar, a mãe está doente, a sogra também está doente, o salário é pouco, o custo de vida é caro, a violência aumenta, a polícia não faz nada, é dor de cabeça, dor de barriga, sinusite, bronquite… Nossa! Como você SOFRE!
Não seja um coitado. Você não é um coitado. Você se colocou nesta situação, agora saia! É difícil, não existe receita. É preciso coragem para desistir de ser sofredor, parar de perder e passar a ser um VENCEDOR.
Não se acostume com os problemas. Eles se tornam familiares e nunca mais vão embora. Como aquele cunhado que se instala em sua casa, almoça, janta, toma banho, dorme e vai ficando, vai ficando, até que você perde a paciência e…
Os problemas são assim, vão ficando, se acomodam, você se acostuma, acomoda e juntos formam uma “família feliz”.
Afaste-se de pessoas que sofrem por tudo. É gente doente que precisa de tratamento médico. Essa doença é contagiosa, quando você menos espera, já foi contaminado. Já está sofrendo! E é difícil curar esta doença.
Todo mundo tem algum problema. Não há ser humano que não passe por uma dificuldade, mas isso não é o fim do mundo.
Sofrimento é para quem gosta de sofrer. Se você tem vocação para sofrer. Vá em frente, SOFRA! Mas depois não reclame, a opção é sua, mas também não queira que todos sofram com você ou por você. O sofrimento é seu, não dos outros.
Seja protagonista de sua história, não permita que outros queiram dirigir sua vida.
Tome uma atitude e decida se você é um VENCEDOR OU UM PERDEDOR!
Em busca de um novo Homem
Que tipo de homem o mundo precisa?
Um homem capaz de amar o próximo, sem exigir nada em troca. Que por amor prefira servir a ser servido. Que renuncie todo poder e riqueza conquistada de forma ilícita para viver na plenitude do amor a seu semelhante. Que plante flores para deixar o mundo mais belo. Que escreva poesias para sensibilizar a humanidade. Que tenha coragem de amar sem preconceito, sem medo de ser cobrado.
O novo homem é o que busca Deus em seu coração, porque sabe que a busca de Deus, é a busca de sua essência. É a busca de si mesmo.
Este homem é especial porque sabe que cada ser humano é importante e, que a união de todos, forma este ser tão perfeito chamado Deus.
O novo homem está tão perto. Está dentro de cada um de nós. Precisamos despertá-lo. Trazê-lo para o mundo real a fim de construirmos juntos uma sociedade melhor.
Sem medo de ser feliz e fazer felizes nossos semelhantes. Sem vaidade e arrogância.
O novo homem, aceita cada um como é, independente de sua religião, raça, posição social ou opção sexual.
O homem que não faça sofrer, mas cure o sofrimento da humanidade. Que seja capaz de doar do pouco que tem porque sabe que não lhe fará falta.
Este homem é você. Muito prazer!
Educação: chave para a mudança
A Educação é a chave para a mudança. Somente uma Educação realizada com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom-humor pode revolucionar a sociedade, portanto, o indivíduo. Somente uma Educação empenhada em praticar e ensinar com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom-humor é capaz de transformar o indivíduo e formar cidadãos.
Para isso, faz-se necessário que esta instituição chamada “EDUCAÇÃO” desempenhe sua verdadeira função social: formar CIDADÃOS CRÍTICOS, CONSCIENTES E LIVRES! De preferência BEM-HUMORADOS.
Enquanto isso não acontecer, continuaremos presenciando e vivenciando uma sociedade cada vez mais doentia, desestruturada, escravizada e “mal-humorada”.
Uma instituição construída para formar indivíduos pensantes – no caso da rede pública de ensino – está apenas fazendo o jogo de uma minoria elitizada lançando na sociedade indivíduos robotizados e condicionados ao trabalho apenas. Esta é uma contradição. A escola que formaria ou deveria formar indivíduos com pensamento autônomo, visando o bem comum, “contenta-se” apenas com a informação e o adestramento de indivíduos cada vez mais individualizados e programados que visam apenas interesses pessoais.
Um dos principais problemas da nossa sociedade é o individualismo. E o que tem feito a educação pela formação societária e pela cidadania? Ela parece estar voltada muito mais para a reprodução do individualismo, hierarquizando a força de trabalho, do que propriamente educar para uma vida comunitária, solidária. A educação tem-se centrado em seu papel de preservação da sociedade e seu potencial transformador tem sido quase sempre ignorado.
O educador tem a chance de repensar a educação. O educador, ao repensar a educação, repensa também a sociedade. O ato educativo é essencialmente político. O papel do pedagogo é um papel político.
Como conciliar o indivíduo, a sociedade e a Educação?
Atendendo as necessidades da sociedade. Mas quais são as necessidades da sociedade? Eis a questão. Estamos tapando o sol com a peneira. Precisamos formar o sujeito enquanto individuo. Cidadãos capazes de pensar, portanto, capazes de solucionar problemas. Que vejam na Educação a chave para abrir muitas portas. Infelizmente, o educando atualmente vê a Educação sem nenhum estímulo, pois esta não lhe oferece oportunidades, ao contrário, castra seus sonhos.
Há uma pedagogia que reforça o silêncio em que se acham as massas oprimidas e uma pedagogia que tenta dar-lhes a palavra.
A Educação não atende as aspirações da sociedade, pois não aceita a forma de pensar do indivíduo, ao contrário, quer impor sua própria forma de pensar, forma que já vem enlatada pela elite dirigente do país.
Ou fazemos uma pedagogia do oprimido ou fazemos uma pedagogia contra ele .
Não há Amor, compromisso, responsabilidade, verdade, ética e bom-humor nessa educação disfarçada e dominada pela elite. Portanto, para atender as necessidades da sociedade, é preciso saber quais são suas necessidades e aspirações e então atendê-las. E quem melhor do que a sociedade, ou melhor, os societários para saber quais são suas necessidades.
É preciso descentralizar a administração do ensino institucional, assumindo o gerenciamento, a administração e a responsabilidade pela educação da sociedade, sem abrir mão e exigindo com mais freqüência, vigor e eficácia a responsabilidade do Estado de manter, patrocinar e investir na formação de professores, na construção de escolas, no investimento de instrumentos e materiais escolares entre outros recursos necessários a uma educação com qualidade. Cabe ao governo em parceria com as empresas privadas investir na Educação como prioridade nacional e mundial, com seriedade, responsabilidade e principalmente honestidade. À sociedade cabe fiscalizar, reivindicar e participar. Aos educadores resta administrar a educação, pois somente quem pisa no chão da escola sabe quais são suas prioridades e necessidades.
A Educação deve servir o homem e não escravizá-lo. Sua função é libertar a humanidade da ignorância e construir uma sociedade melhor. Para isso, tem de preparar o homem para ser criativo e capaz de solucionar problemas. De que adianta “enchê-lo” de informações se ele não souber o que fazer com elas.
A Educação também deve valorizar o ser humano e educá-lo para a cidadania. Para isso, é preciso assumir sua função social de realmente formar cidadãos críticos, conscientes e livres.
A pedagogia do diálogo, centrando o problema da educação na relação professor-aluno, desviou a atenção para um problema importante, mas não principal. O problema central continua sendo a relação da educação com a sociedade, essencial para entender a própria relação professor-aluno. O problema fundamental da educação do nosso tempo continua sendo a vinculação entre o ato educativo, o ato político e o ato produtivo .
Mas quem faz a Educação? Novamente o sujeito surge como personagem principal. A Educação é realizada por sujeitos, ou melhor, por GENTE. Gente que precisa de alimento, descanso, lazer, reconhecimento, estímulo, AMOR, bom-humor e salário digno. Estou me referindo aos profissionais da Educação, especialmente o PROFESSOR, este gigante capaz de “MILAGRES” pelo que recebe como salário . Certo que têm muitos professores incapacitados que não fazem jus ao que recebem – têm professores que só ocupam espaço -, mas a culpa também não é deles. É NOSSA! Por aceitarmos que a Educação se transforme em balcão de negócios, cabide de empregos, mercadoria nas mãos de políticos que representam as oligarquias do país.
Não podemos generalizar. A maioria dos profissionais da educação é digna do cargo que ocupam, ao contrário do que alguns “especialistas” em educação dizem por ai. Acusam os professores pelo “fracasso” da Educação.
Se a Educação fracassou é porque a sociedade fracassou. E se a sociedade fracassou é porque a humanidade fracassou. Felizmente, isso não ocorreu.
Somente pessoas fracassadas vêem a Educação como uma instituição falida. A educação nunca fracassará. Porque existem pessoas que acreditam no seu sucesso. Porque existem muitos professores da alegria . Porque é um dos segmentos da sociedade que mais recebe investimentos. O problema é que a verba destinada para a educação é na maioria das vezes desviada para mãos erradas, ou pior, para bolsos errados .
Há escolas que investem no educando e no educador, valorizando-os como ser humano. Conseqüentemente, a auto-estima se eleva e o bom-humor se manifesta. Mas este é um trabalho coletivo de uma equipe que “pensa” e age como um time. Num time, todos os componentes são responsáveis pelo resultado da partida. Se um dos participantes não está bem, o resto do time sente, pois “depende” daquele membro. A partida deve ser jogada por todos. Quando o time perde, todos perdem, o trabalho é coletivo. Assim deve ser uma escola. Assim deve ser a Educação. Assim agem os professores da alegria: trabalhando sempre em equipe em benefício da coletividade.
Não importa a posição do Governo; a hegemonia do capitalismo; a religião oficial ou predominante no mundo; as previsões dos gurus; as opiniões dos “especialistas”. A Educação é realizada por quem pisa no chão da escola, não por pessoas que se escondem em gabinetes atrás de escrivaninhas.
São sujeitos que pensam autonomamente e estão comprometidos com os interesses da sociedade que devem gerenciar a Educação, sem exceções e exclusões. Que estejam dispostos a realizar uma reforma na Educação, com responsabilidade, visando o bem comum.
O educador, o filósofo, o pedagogo, o artista, o profeta, o político têm e tiveram, historicamente, um papel eminentemente crítico: o papel de inquietar, incomodar, perturbar, desafiar, denunciar, transformar. Portanto, sua tarefa é a de quem incomoda e transforma.
Mas é preciso muito cuidado, pois a escola que forma, o “mocinho” é a mesma escola que instrui o “delinqüente”. Claro que existem outras questões em jogo, como a família, a sociedade, o meio e a própria escola. Porém, ambos são “educados” nas mesmas escolas.
Podemos dizer que nos extremos existem dois “tipos ideais” de educação: uma educação como prática da domesticação e uma educação como prática da libertação. Evidentemente, essas educações não existem em estado puro. Em estado puro esses dois modelos de educação são caricaturas, abstrações. Eles não existem porque não existe uma sociedade abstrata que seria ou totalmente conservadora ou totalmente libertadora. Porém, esses dois modelos seriam apenas horizontes opostos, em direção do qual a educação tentaria caminhar, mantendo o conflito, a dialética, entre o velho e o novo, entre a reprodução e a transformação . A escola e a educação adaptam-se às novas condições econômico-sociais.
Uma escola sem compromisso com a sociedade, alienada aos interesses da elite dominante, objeto de manipulação nas mãos das oligarquias forma indivíduos descomprometidos com a humanidade e com a verdade. Nesta mesma escola freqüentam indivíduos heterogêneos que podem utilizar seus conhecimentos tanto para o bem, quanto para o mal. Se esta escola não valoriza o professor e ainda o trata com desprezo, está condenada ao fracasso e com ela toda a sociedade e a humanidade inteira.
Não quero que a escola tenha obrigação de formar o caráter humano, mas que tenha responsabilidade na complementação e possa influenciar sua formação.
A escola comprometida com a sociedade, busca formar cidadãos conscientes de sua responsabilidade no processo de construção da cidadania. Esta escola visa despertar e desenvolver a fraternidade, solidariedade, liberdade, igualdade, ética e principalmente o amor ao próximo. Esta é a escola que busca um “novo homem”. Qualquer escola está sujeita a falhas, mas aquelas que valorizam e formam seres humanos, têm mais chance de acertar. Aquela escola que valoriza o PROFESSOR e reconhece sua importância tem mais chance de alcançar seus objetivos e ter sucesso.
O mundo não precisa de indivíduos capazes de construir bombas e armas de destruição em massa. Homens que especulam, exploram, oprimem, roubam e matam. Pessoas cruéis, capazes de tudo e mais um pouco para se manterem no poder. Homens mal-humorados que não aprenderam lidar com seus fracassos e frustrações e descarregam sua ira punindo inocentes que nem sabem o motivo da punição.
O mundo precisa de sujeitos bem-humorados que saibam amar! Homens que por amor ao próximo, sejam capazes de acabar com a fome, miséria, guerras e outros males.
Esta é a missão da Educação que também é dirigida por seres humanos. Portanto, é nossa a missão de educar para a paz e transformar a sociedade formando seres humanos felizes e bem-humorados. Não alienados. Capazes de solucionar problemas, não adestrados para repetir “conhecimento”.
Uma educação com AMOR, responsabilidade e bom-humor, sem mentiras e ilusões. Uma Educação libertadora, capaz de permitir ao sujeito escolher sua religião, seu partido político e seu candidato. Uma educação que forme e transforme o indivíduo visando o bem coletivo. Uma Educação que encaminhe o homem ao “sucesso” e à prosperidade. Uma Educação capaz de dar suporte e autonomia ao homem para decidir, por si próprio… QUAL DELES ADORAR.
Que Assim Seja…
(DDD - DEUS DIABO DINHEIRO - QUAL DELES ADORAR, Volpone de Souza, Berto Editora, 2004)
Apesar de parecer polêmico e pretensioso, DDD, é um ensaio cujo objetivo é provocar no leitor a reflexão sobre a essência do próprio homem, e sua importância na construção de um “novo homem” , de um “novo ser” e de uma sociedade melhor.
Na tentativa de resgatar a trajetória do ser humano em busca de sua identidade, de sua individualidade e sua relação com a sociedade enquanto indivíduo, a obra propõe uma mudança no cerne da humanidade a fim de revolucionar o mundo através do autoconhecimento e da valorização do ser humano sem a pretensão de impor nenhuma verdade ou pregar uma nova seita.
Utopia ou loucura, não importa! É a busca de nossos sonhos que nos move para a construção de um futuro melhor.
Por acreditar na humanidade, e ter esperança de que um dia voltaremos ao “paraíso”, escrevi este livro no intuito de plantar uma semente de amor, e tenho certeza que ela germinará e dará bons frutos.
DDD, é a tentativa de valorizar e reconhecer o homem como protagonista de sua história. Destacando o AMOR como força motriz capaz de transformar a humanidade e, a EDUCAÇÃO como chave para esta mudança tão necessária.
DDD, não serve de receita ou regra para ninguém ser mais feliz. Ou, quem sabe decidir “qual deles adorar”!
DDD serve de apoio na busca de um NOVO HOMEM.
Agora é com você!
Volpone de Souza
O surgimento da humanidade
Os primeiros sinais de vida surgiram no Planeta Terra por volta de 3,5 bilhões de anos. Os antepassados do gênero humano, os primeiros hominídeos , apareceram há mais ou menos 3,5 milhões de anos, na era geológica chamada de era quaternária ou antropozóica. Os humanos propriamente ditos surgiram por volta de 150 mil anos.
Hoje, a origem da humanidade é questionada, estudada, negada ou aceita e, discutida por pesquisadores de diversas áreas do conhecimento. Suas investigações fundamentam-se em indícios da atividade humana ou da natureza, que resistiram ao tempo, como fósseis , restos de armas, utensílios de uso diário, pinturas, desenhos, restos de fogueiras e de vegetação.
Até pouco tempo, acreditava-se que a ocupação da Terra havia ocorrido a partir do desenvolvimento de um único grupo de hominídeos. Todavia, descobertas recentes, revelam que várias culturas de hominídeos viveram concomitantemente, significando que, a origem da humanidade não deve concentrar-se em um único grupo, mas em diversos grupos que viveram na mesma época espalhados pela África.
Geralmente, a espécie humana é vista como produto da evolução de um tronco antigo de primatas. Em determinado momento, o tronco se dividiu em dois grupos – os Pongidae e os Hominidae -, cada um apresentando sua evolução própria. O grupo dos Pongidae, ou pongídeos, deu origem ao dos grandes macacos modernos: gorila, gibão, chimpanzé e orangotango. No grupo dos Hominidae, ou hominídeos, desenvolveram-se dois gêneros: o Australopithecus e o Homo. De cada um desses grupos, surgiram diversas espécies, como o Australopithecus aferensis, o Homo erectus e o Homo sapiens. Dessas espécies, apenas a nossa, a do Homo sapiens moderno, sobrevive. Os principais grupos de hominídeos são: o Australopithecus, o Homo habilis e o Homo erectus, o Homo neanderthalensis, o Homo sapiens moderno.
Para muitos, esta visão – evolucionista - é uma ofensa. Já que grande parte da humanidade não aceita que sua origem esteja relacionada aos antigos primatas – conforme prega a teoria da evolução, de Charles Darwin.
Aqueles que não aceitam o evolucionismo crêem que o HOMEM foi criado por um ser superior que pode receber muitos “nomes” , conforme a cultura de cada povo.
Esta polêmica conflitante, sobre a origem da humanidade, defronta aqueles que crêem na CRIAÇÃO, ou seja, que o homem foi criado pelo CRIADOR, Deus Onipotente, contra os que acreditam na EVOLUÇÃO, defendida pelos evolucionistas, que o homem evoluiu de uma espécie de primatas.
Entretanto, não cabe a nós, discutir ou decidir sobre a origem da vida no planeta Terra. Nem seria sábio “brigar” por uma polêmica que não se pode provar.
O que podemos fazer é aceitar uma ou outra teoria sem a certeza de ter feito a opção certa.
Não faz diferença saber se fomos criados por Deus ou evoluímos de um primata. O que mudará em nossa vida. NADA! Continuaremos sendo assim, do jeito que somos: mesquinhos, hipócritas, medíocres e arrogantes. Aliás, se você acredita que foi criado por Deus, à sua semelhança, então seja bondoso, justo, responsável e pratique o AMOR.
De que adianta, negar a teoria da evolução – por não aceitar que a humanidade evoluiu de um tronco de primatas - e praticar barbaridades que contradizem que o homem foi criado à semelhança de Deus. Isso apenas reforça a tese dos que defendem o evolucionismo. De que somos verdadeiros “animais”.
Talvez, ainda existam primatas inferiores convivendo conosco. Homens que usam terno e gravata e “controlam” o mundo na base da força, da arrogância e do grito, como se fossem “chefes” de “bandos”. Como fazem os grandes primatas para assumir o comando de seu grupo, através da força.
Criado ou não por uma DIVINDADE, ou evoluído de um tronco de primatas, o humano é, atualmente, a espécie que ocupa, domina, constrói e destrói o planeta Terra. Pior, faz tudo isso consciente de seus atos e dos males que causa ao planeta e a própria existência.
Gostar de bananas ou viver ajoelhado rezando numa igreja são meras coincidências, não afirmam nada.
Seres criados por Deus, à sua semelhança e perfeição, não cometem atrocidades contra a obra do Criador. A menos que sejam muito ingratos.
Seja qual for a origem da humanidade, temos a missão sagrada de preservar a vida, zelar pela espécie humana e construir um presente próspero e saudável, para garantir no futuro, a continuidade da vida e da espécie humana.
De nada adianta descobrir a verdade sobre a origem da humanidade, se esta estiver condenada à extinção. Neste caso, nem Deus, por milagre, nem a ciência, através da clonagem ou qualquer outro recurso científico ou tecnológico, serão capazes de salvar o planeta.
Esta é uma missão exclusiva da humanidade. É preciso dar esperanças as gerações vindouras para que estas sejam capazes de acreditar num mundo melhor, sem se preocuparem com suas origens, mas somente com sua continuidade e eternidade. Por isso precisamos plantar boas sementes para colhermos bons frutos. Esta missão é responsabilidade de cada um de nós.
Apesar de todos os defeitos, somos a espécie mais bela e perfeita do cosmos. Só precisamos rever nossas ações, eliminar nossos defeitos e valorizar nossas virtudes. Devemos focar o HOMEM, independente de sua origem, tratando-o com respeito, dignidade, carinho e amor.
Indivíduo e Sociedade
Não vejo o indivíduo e a sociedade como pólos contraditórios, ao contrário, um é fruto do outro. Claro que o indivíduo historicamente surge antes da sociedade, entendendo-a sob o ponto de vista civilizatório. Para Durkheim, a sociedade existe somente na mente dos indivíduos. Porém, ambos se complementam. Se entendermos que a sociedade é um conjunto de indivíduos, então teremos a coletividade que nada mais é que o reflexo da relação entre os indivíduos. O pensamento coletivo então é o pensamento de cada indivíduo em comum acordo. É o eco da individualidade que soa conjuntamente formando e sustentando a coletividade.
Podemos então partir de três princípios básicos:
1) o indivíduo forma a sociedade, temos então, o pensamento, as ações e reações de cada indivíduo influenciando na formação da sociedade, neste caso, a sociedade representa o pensamento coletivo, o conjunto dos indivíduos que em comum acordo, “pensam iguais”, sendo assim, o indivíduo nasce, cresce, forma-se, pensa, constrói e edifica a sociedade;
2) a sociedade forma o indivíduo, neste caso, é o pensamento coletivo que forma cada ser em sua individualidade, significa dizer que o indivíduo nasce e já encontra a sociedade formada, então, recebe suas influências, a sociedade constrói e forma o indivíduo;
3) podemos ainda, partir do princípio que ambos – indivíduo e sociedade – complementam-se, numa influência recíproca, numa interação, ou seja, ao nascer o indivíduo encontra uma sociedade já formada, portanto, recebe suas influências, mas também influencia na formação da sociedade uma vez que possui características particulares também adquiridas culturalmente da sociedade em que vive, entretanto, é livre, único e age com independência.
Em qualquer destes três princípios, não existe contradição entre indivíduo e sociedade. O que há são conflitos individuais que se confronta com os padrões estabelecidos coletivamente. Claro que aparentemente, identificamos certos problemas sociais, mas estes não contradizem e não põem em contradição os personagens em questão, ao contrário, confirmam o pensamento coletivo, que nada mais é que o conjunto de pensamentos individuais, pois se não fosse a vontade geral da sociedade, não haveria tais problemas. Mas, estes pensamentos, implicam num inconsciente coletivo, como uma espécie de psiquismo social.
Por essa razão, muitos indivíduos “seguem” lideranças políticas ou religiosas, adotando ideologias alienando sua vontade, muitas vezes por comodismo e interesses pessoais. Principalmente por se identificarem com seu pensamento.
Na verdade, o suposto pensamento de determinada liderança, é o pensamento de seus seguidores. Pensamentos e idéias semelhantes unem indivíduos por propósitos comuns. Só que o “líder” se destaca perante um grupo de indivíduos. Alguém sempre se manifestará contra ou favorável a alguma coisa e sempre existirão seguidores que abraçarão a causa, espontaneamente, por simpatia, por comodismo ou por alienação. Como diz o ditado “em terra de cego quem tem um olho é rei”. A maioria da população prefere seguir um líder para evitar responsabilidade de decisões. É mais fácil seguir, “pegar carona”. Guiar é muito difícil, exige compromisso, perseverança, coragem e “cara-de-pau”. Em muitos casos, o líder é muito inteligente ou o povo é muito “burro”.
Neste caso, se existe sociedade corrupta, é porque existe indivíduo corrupto. A sociedade é violenta porque seus indivíduos são violentos. A sociedade não existe sem a existência de um conjunto de indivíduos interagindo em comum acordo ou em atritos culturais. A sociedade só existe porque foi imaginada por indivíduos e por revelar-se necessária à sobrevivência de seus membros.
Nada disso justifica a existência da corrupção e da violência. Apenas tenta expor a idéia de que a interação entre indivíduos e sociedade estabelece relações inconscientes gerando a violência e a corrupção, ou qualquer outro fenômeno social.
Se a sociedade é justa, honesta e incorruptível, certamente seus indivíduos serão à sua semelhança. Da mesma forma que indivíduos íntegros, virtuosos e honrados, formam uma sociedade semelhante.
Portanto, cabe a cada indivíduo – inclusive você – encontrar e resgatar no âmago da humanidade, virtudes necessárias para a construção da sociedade tão sonhada por homens justos.
Cada indivíduo tem a missão de melhorar seu “metro quadrado” e participar na construção de uma sociedade formada por cidadãos. Não adianta querer mudar o mundo se o indivíduo não aceitar que tem de mudar internamente para propor uma transformação externa.
Certa vez, perguntei a um aluno se sabia o que era um cidadão e ele me respondeu que era uma cidade bem grande, como São Paulo.
Boa parte da população não sabe o que é ser cidadão. Pior que isso é saber o que é, e não praticar a cidadania.
Bem, o cidadão é o indivíduo consciente de sua responsabilidade e compromisso com a sociedade, ou seja, é sócio nesta “sociedade”. Conhece seus direitos e seus deveres. Fiscaliza a sociedade para que esta seja justa a fim de garantir que seus direitos sejam preservados e cumpre com seus deveres para que sua comunidade funcione ordenadamente, não no sentido positivista – com nossos direitos políticos suspensos - e sim no sentido de equilíbrio. O cidadão participa dos acontecimentos de sua sociedade, porque quer melhorá-la visando o bem comum.
A participação de cada cidadão garante a prática da cidadania. Isso garante a interação e a integração entre os indivíduos e a inclusão dos mesmos, compondo a sociedade democrática, que é o conjunto dos indivíduos agindo autonomamente e espontaneamente para o bem coletivo, evitando a exclusão em todos os sentidos.
Precisamos acreditar num indivíduo melhor, para alcançarmos uma sociedade melhor.
Este indivíduo é você! A sociedade somos nós!
“Penso, logo existo”
(Origem do problema)
O mundo está cada vez mais racionalista, competitivo, individualista e globalizado. Fruto do desenvolvimento tecnológico e científico que impõe ao indivíduo um ritmo de vida cada vez mais acelerado, fragmentado, competitivo e solitário.
Hoje acessamos a Internet e navegamos pelo “mundo das informações”. Em contato com este mundo, isolados num cômodo de casa, no escritório ou em qualquer lugar, criamos nosso próprio mundo. Um mundo virtual. Um mundo paralelo ao mundo “real”. Ali permanecemos durante horas. Esquecemos do mundo real. Nos individualizamos cada vez mais. Exilados espontaneamente. Nos excluímos dos grupos sociais por vontade própria. Enquanto isso as relações de sociabilização, necessárias à “sobrevivência” da espécie humana, estão acontecendo em alguns setores da sociedade como escolas, igrejas, clubes, partidos políticos, “quartos”. Por enquanto! Pois, se a humanidade continuar nesse ritmo, voltaremos ao início da pré-história, no período paleolítico, quando o “homem”, vivia solitário lutando por sua sobrevivência. Isolados e solitários na Era da Globalização. Cada indivíduo “sociabilizando-se” com o mundo através de um micro-computador.
Individualidade e competitividade são práticas propagadas e valorizadas entre os seres humanos. E são os seres humanos que formam este mundo tão criticado. Os seres humanos, inventaram o mundo que hoje criticam, ou seja, este mundo é “produto” da própria humanidade.
Mas será que o mundo é tão ruim assim?
É uma questão de ponto de vista. Assim como existem pessoas que vêem o mundo com pessimismo, destacando somente tragédias e desgraças, também existem pessoas que enxergam a beleza e as maravilhas do mesmo mundo.
Então, onde está o problema?
No próprio “SER HUMANO”!
A origem do problema está no “HOMEM”. No “SER” e no “TER”. Na maneira como se relaciona com o meio em que vive. O homem transformou o mundo natural, num mundo artificial – cultural -, distanciando-se das raízes que o “prendia” a natureza, aproximando-se da selva de pedras criada em nome do desenvolvimento e do progresso.
A racionalidade extrema criou homens frios, calculistas, gananciosos e cegos. Estes homens não medem esforços para alcançar seus objetivos, passando por cima de quem se colocar no caminho. Cuidado para não ser “atropelado”!
De um lado, líderes políticos e religiosos usam a razão camuflada por discursos emocionantes para despertar no povo o sentimento profundo de “amor à pátria”, ódio ao outro, intolerância racial e religiosa, conduzindo nações à guerra irracional. A razão neste caso provoca forte emoção que “atropela” a própria razão. Do outro lado, “seguidores”, movidos automaticamente pela emoção, equivocados e alienados por sentimentos mal interpretados, ou “programados” por mentes doentias, dignas de uma boa “camisa-de-força”, são conduzidos à guerra em nome de sua pátria, de sua religião, ou qualquer outra “GUERRA $ANTA”! Ambos acreditam defender seus ideais nesta MI$$ÃO $AGRADA!
A “racionalidade humana” aliena os homens, assim como o excesso de emoção que provoca ações impulsivas em momentos de “explosão”. A alienação leva a humanidade - na busca de riquezas como, metais preciosos, petróleo, água -, a destruir nações inteiras, ignorando se as vítimas são crianças, idosos, miseráveis, doentes ou inocentes. Nasce a vingança cega e impiedosa. A lógica de tudo isso é a busca incessante do lucro. Esta é a razão humana que faz do homem o ser mais IRRACIONAL !
Excessos de razão (que formam homens frios) e de emoção (que alienam os indivíduos) cegam a humanidade. Não há óculos que faça enxergar a verdade – mas o que é a verdade -, ou pelo menos perceber a mentira. Haja bengala para tanta cegueira!
Na busca incessante do lucro, o homem -movido pela razão, ou até mesmo pela emoção -, transforma tudo que pode em objeto de adoração. Fica a dúvida… “Qual Deles Adorar”?
Mas o problema não está na razão ou na emoção. O problema está em conseguir equilibrar esses pólos. Dosar cada um deles na proporção que haja harmonia entre eles. Não é fácil, é preciso muito exercício para alcançar o autocontrole. Não somos máquinas, somos HUMANOS! Mesmo parecendo desumanos muitas vezes com atitudes impulsivas e inconseqüentes.
Por isso antes de agir impulsivamente pare, respire e reflita.
Para evitar uma discussão, basta você não iniciá-la. Assim, ninguém discute! E nenhum inocente paga por atitudes esquizofrênicas.
Mas se você perder o controle…
Da pedra lascada ao laser
Na Pré-História, os homens lutavam pela sobrevivência. Brigavam por um pedaço de carne, quando encontrava algum. Temiam o desconhecido, exatamente por não conhecê-lo. Criaram mitos para explicar e justificar a própria origem e existência.
Na Antiguidade, a luta era para construir impérios, escravizar humanos, manter-se no poder, ou simplesmente garantir sua liberdade. Adorar as divindades e oferecer sacrifícios em troca de benefícios como enriquecimento ou vitória numa guerra.
A humanidade “evoluiu”. Passou pela Idade Média e pela Idade Moderna. Desenvolveu ciências e tecnologias, cruzou o oceano, acumulou riquezas, conquistou territórios, dominou povos, destruiu culturas e civilizações, inventou armas e remédios. Travou guerras sangrentas entre “o Bem e o Mal”.
Chegou à contemporaneidade e conquistou novos objetivos. Construiu foguetes, alcançou a lua, explorou o espaço, desenvolveu novas tecnologias, descobriu a cura para muitas doenças, salvou muitas vidas e destruiu muitas outras.
Desde a Pré-História, a humanidade briga entre si por poder e riqueza. Nada mudou!
Se antes o homem utilizava uma machadinha de pedra lascada para caçar seu alimento ou matar outro homem que ameaçasse seus domínios, hoje utiliza uma bomba capaz de destruir todo planeta e com ele, a humanidade. O instinto selvagem de atacar para se defender e matar para proteger seu território, ou exterminar para manter-se no poder e adquirir mais riquezas não mudou nada em milhares de anos.
Dizem que a humanidade evoluiu! Basta saber se para melhor ou pior. Que houve evolução não há dúvida: da machadinha de pedra ao microcomputador houve um salto fantástico; das Grandes Navegações marítimas às Viagens Espaciais e Virtuais, a aventura é miraculosa; das pinturas rupestres até os desenhos computadorizados, a tecnologia e a arte desenvolveram técnicas revolucionárias; da pedra lascada à era do laser, o homem superou milhares de vezes sua capacidade intelectual e técnica. E não pára por aqui. O processo de criação é infinito, inovador e libertador.
E o HOMEM! Que homem? O ser humano, que se diz humano, mas muitas vezes se revela um MONSTRO!
Que evolução aconteceu com o homem. Matava na pré-história. Continua matando hoje. Na Antiguidade escravizava seu semelhante, explorava-o, humilhava-o e o atirava aos leões. Hoje continua “escravizando”, explorando, humilhando e “atirando-o aos leões”. Não sabia qual divindade adorar. E até agora não decidiu: qual deles adorar.
Que decepção! Evoluímos em quê?
O homem precisa abandonar sua machadinha e seus fuzis. Sair da escuridão da caverna e do aperto das trincheiras. Rever sua história e construir um mundo melhor. Um mundo “evoluído”, habitado por homens evoluídos “espiritualmente”. Homens que usem a inteligência para a construção de uma sociedade melhor. Homens que usem a sabedoria para eliminar a fome, a miséria, a corrupção, a guerra, o desemprego, a maldade, a desigualdade social, a intolerância racial e religiosa, o preconceito social e sexual, o terrorismo, o sofrimento.
Não é possível que com tanta tecnologia, ainda exista desemprego e miséria. A máquina não deve substituir o homem, mas servi-lo. É absurdo que a tecnologia ocupe o lugar do homem deixando-o desempregado. As máquinas devem beneficiar a humanidade, diminuindo o esforço físico humano propiciando mais tempo de lazer aos homens enquanto as máquinas trabalham por eles.
Mas a culpa não é da máquina. Ela também foi inventada pelo homem.
O problema novamente está no homem que cria mecanismos para escravizar e explorar seu próximo, utilizando os recursos dispostos na sociedade para benefício próprio, concentrando poder e riquezas enquanto o resto da humanidade passa fome, frio, medo e dor.
A tecnologia é criada e desenvolvida pela humanidade e deve ser patrimônio da humanidade para benefício de todos que respirem neste planeta, independente de sua nacionalidade ou qualquer outra fronteira que separe o homem de seu semelhante.
A tecnologia deve ser democratizada para que todos - sem nenhuma exceção – recebam seus benefícios, sejam ricos ou pobres.
O Governo
Quem governa é o homem. O governo é apenas uma instituição dirigida pelo homem – ou por vários homens. O sistema capitalista também foi inventado e é dirigido por homens. Por que então culpar instituições e sistemas criados pelo homem? Se forem falhos, é porque a humanidade é falha. Seus dirigentes são falhos. Então, de quem é a responsabilidade, senão do próprio homem.
É muito fácil afirmar que os governos são culpados pelo desemprego, pela taxa de juros e pela miséria do mundo. Não isento os governos de tais responsabilidades. Eles têm uma parcela grande de “culpa”, mas nós também somos responsáveis pela situação que nos encontramos.
Elegemos nossos representantes. Portanto, temos obrigação de fiscalizá-los e exigir que cumpram com dignidade, responsabilidade e honestidade a função para a qual foram eleitos com nosso voto. Não somos funcionários governamentais, mas somos membros e sócios da sociedade administrada pelo governo.
Certo que alguns homens que formam grupos dominantes – ELITE -, assumem a administração do Estado e governam para beneficiar oligarquias e ainda afirmam que defendem os interesses do povo. Mentira! Estas oligarquias são capazes de tudo para se manterem no poder. Porém, a politização do povo, a participação popular em sindicatos, partidos políticos, associações de bairro, grêmios estudantis, igrejas e até mesmo no governo, são alternativas para evitar que a elite dominante explore o país e saia impune.
É preciso parar de reclamar e agir. Participar da construção de uma sociedade mais justa. Isso não é impossível!
Impossível, é viver numa sociedade corrupta, desonesta, opressora, autoritária, manipulada, demagoga, mesquinha e excludente.
Certa vez, participei de uma convenção onde seriam “selecionados” pré-candidatos a vereador de determinado município para concorrerem a uma vaga no Poder Legislativo daquela cidade. Após a decisão, nos reunimos no plenário da Câmara Municipal onde acontecera a reunião. Um político tradicional, antigo e popular da cidade, - já tinha sido vereador e vice-prefeito diversas vezes -, disse aos presentes – mais de 500 pessoas – que nunca dissessem a verdade para seu eleitor. Segundo aquele coronel e senhor (feudal), o povo adora ser enganado. Ainda afirmou que quando disse a verdade pela primeira vez, perdeu uma eleição. Em seguida convidou todos os presentes para rezarem a oração que Jesus nos ensinou - de mãos dadas - e continuou: “Pai nosso que estais no céu…”.
Nunca tinha ouvido tanta besteira em minha vida. O pior de tudo é que aquele político sempre fora eleito com o nosso voto. O que me leva crer que o povo realmente gosta de ser enganado. Como diria um politizado escritor brasileiro, considerado “maldito” pelo governo, “O Brasil não tem povo. O Brasil tem público”!
Depois não adianta culpar o governo. Escolhemos nossos dirigentes. Votamos. Elegemos. E agora? Temos obrigação de fiscalizar e participar.
Enquanto cruzamos os braços, “os coronéis”, fazem a festa! Taxam o povo com pesadíssimos impostos. Cercam nossas residências com arame farpado, nos marcam com ferro quente e nos alimentam com capim. O pior, é se nos acostumarmos com essa situação. Só falta relinchar e puxar arado!
Se quisermos mudança, temos de participar. Como povo atuante, protagonista da própria história. Não podemos continuar assistindo como público, apenas torcendo para que nossa história tenha final feliz. Não se realiza uma grande caminhada sem dar o primeiro passo. Largue suas “muletas” e ande!
Se você é daqueles que acredita que todo governante é ladrão? Nenhum político é honesto? O que está fazendo que ainda não se candidatou a um cargo político para mudar o cenário que tanto critica. Criticar é fácil, difícil é apresentar solução. Não seja medíocre de falar aos ventos, de votar num candidato e dizer: “Este rouba, mas faz”! Ou ficar se lamuriando dizendo que “perdeu” o voto. Se perder, encontre-o!
Se existe governo corrupto, é porque existe povo corrupto. A falta de participação, a ausência de cidadania, facilita aos “coronéis”, que imponham a política do “Pão e Circo”. A distribuição de cestas-básicas, alivia a fome, mas depois se tornam “CESTAS-TRÁGICAS”. As festas oferecidas “gratuitamente” ao povo, como forma de diversão, no fundo desvia a atenção e disfarça os problemas sociais. Esse sistema gera um clientelismo entre “politiqueiros” e “eleitores”, criando o assistencialismo, viciando o povo a mendicância. Assim, a “indústria da miséria”, mantém o povo, controlado e obediente. É mais fácil trancar um homem numa jaula e alimentá-lo até que ele chame-o de “MESTRE, SENHOR OU DEUS”, do que ensiná-lo a andar com as próprias pernas. É assim que os politiqueiros agem. Primeiro deixam o povo passando fome. Depois lhes dão duas latas de óleo, um quilo de açúcar e um pouco de feijão numa “cesta trágica” e pronto, estouram alguns rojões, fazem festas, discursos, promessas e mais promessas. Mas como estamos preocupados com Copa do Mundo, novelas e mega-shows, assistimos nossa decadência conformadamente.
Alguns governantes, esquecem que ocupam cargos no governo porque foram eleitos pelo povo. Pior, esquecem o que é povo!
A culpa é do governo? Não. A culpa é do POVO. Que povo? Nós! Por permitirmos e aceitarmos estas condições. Por só assistir, como bom público, e não participar, como povo, como cidadão, das decisões que envolvem a sociedade.
Não estamos no regime feudal e não vivemos no coronelismo. A Ditadura também já acabou. Se quisermos um governo que represente nossos interesses, precisamos participar deste governo, fiscalizando, cobrando, cumprindo com nosso dever. Um Estado democrático será consolidado, somente pelo povo, se a população participar da construção e consolidação da democracia.
Faça sua parte. Participe!
O Capitalismo
Quem sabe, o sistema capitalista seja o mal que prejudica tantas pessoas. Podemos até responsabilizar o capitalismo pela desigualdade social, pela pobreza e por tantos problemas existentes. De fato, o sistema capitalista, não é o mais perfeito dos sistemas políticos e econômicos. Mas até agora, todos os sistemas criados pelo homem falharam. E todos os que ainda serão criados por nós, serão falhos e sujeitos a injustiças. Por um simples fato: A humanidade é falha!
Sem dúvidas, o capitalismo – sistema político e econômico que vigora na maioria dos países do mundo – provoca a desigualdade social e econômica.
De um lado, temos no mundo, países ricos, que no passado colonizaram áreas do planeta, exploradas pela ganância de homens que só pensavam em poder e riquezas. Os homens que governam estes países, ainda hoje, acreditam que podem dominar o resto do planeta. O pior de tudo, é que muitos pensam que são donos e protetores dos países mais pobres. Ninguém é dono do mundo. O Planeta Terra é patrimônio da Humanidade. Do outro lado, temos países pobres, que foram colonizados e explorados pelos países dominantes. Por serem habitados por povos com menor capacidade militar, foram “destruídos”, escravizados e “roubados”, pelos homens “civilizados”. Hoje são “protegidos” pelos países ricos. Existem exceções, mas não são muitas.
O capitalismo é um conjunto de idéias e regras criadas e administradas pelo homem. Se quisermos melhorar as condições de vida do planeta Terra, não percamos mais tempo tentando criar novos sistemas políticos e econômicos. Precisamos mudar o homem. Precisamos mudar cada um de nós. A mudança acontece dentro de cada indivíduo e exterioriza-se para o mundo. Não adianta mudar o mundo se continuamos os mesmos. Em pouco tempo corromperíamos a humanidade. Portanto, primeiro temos de mudar nossa “alma” e, depois, nossos hábitos, nossas atitudes e o mundo.
Hoje você reclama por estar numa posição menos privilegiada. Amanhã gozará de uma posição melhor. Esquecerá seus semelhantes. Será membro de um grupo que pertence a outro nível social e econômico. E a culpa é do capitalismo.
O capitalismo é o sistema que mais “beneficiou” a humanidade. Este sistema, incentivou empresas e grupos capitalistas – na ambição de lucrar cada vez mais – a investir em tecnologias cada vez mais sofisticadas.
Em nome do LUCRO, a Europa colonizou a América. Ninguém cruzaria o oceano Atlântico, nas Grandes Navegações, em nome de Deus, apenas para catequizar outros povos ou pela arte, a fim de apresentar uma peça de teatro. Isso só aconteceu, em nome do LUCRO, porque o homem tem sede e fome de poder e riqueza.
O capitalismo é apenas uma criação humana. Uma forma encontrada pelo homem para explorar a humanidade e justificar a desigualdade.
O Diabo
É o “diabo” culpado por tanta desordem?
Talvez. Mas é muito cômodo, atribuir tanto poder a um ser que nem temos certeza se existe. Afirmar que este ser é capaz de possuir nossa mente e dominá-la, obrigando-nos a praticar ações ilícitas, cometer crimes hediondos é absurdo e doentio. Esta é uma forma encontrada por pessoas fracas para justificar seus erros e fugir de suas responsabilidades culpando “alguém” que não pode se defender e nem mesmo pode ser condenado porque não pode ser encontrado. Não pode ser encontrado porque não existe.
Você já viu um demônio ser algemado e preso? É tão fácil errar e apontar o dedo para outra pessoa. Acusar seres supostamente capazes de possuir o corpo de uma pessoa usando-a para praticar maldades é “quixotesco” demais. Neste caso, o Diabo, é introduzido na sociedade, como um dispositivo do mal para absolver o homem, da maldade. Pobre diabo!
Se não existir o Diabo, culparemos alguém. Quem sabe sua sogra! “Se o Diabo não existisse, a humanidade ainda estaria sujeita às tentações de pecar devido às paixões do corpo” .
O Diabo é um nome dado ao mal. O Diabo não tem poder algum. Não tem poder para fazer alguém cometer algo, contra sua vontade. Essa é uma maneira muito fácil e simplista de justificar nossos erros. Juntamente com a humanidade, a bondade e a maldade chegaram até nossos dias. Um ditado indígena diz que o bem e o mal são dois cães famintos que vivem dentro do homem. Aquele que você alimentar sobreviverá.
Negar a existência do Diabo como ser maligno, não significa afirmar que não existe o mal. O mal existe no homem e não fora dele. É parte da natureza humana. Se a maldade se manifesta na sociedade como um ser “mágico”, com super poderes, é porque culturalmente a humanidade criou este mito para isentá-la dos “pecados”, por ela cometidos. “Os demônios e o Diabo eram metáforas, principalmente para os vícios e para as tendências más que surgem dentro do coração humano” .
É preciso resgatar no cerne da humanidade, a bondade existente. O Bem e o Mal interagem na mente humana, provocando mudanças comportamentais e crises de identidade.
Por não entendermos a revolução que ocorre dentro de nós, e não encontrarmos respostas satisfatórias para nossas perguntas, entramos em crise, em desarmonia com nosso pensamento. Se não conseguirmos nos manter em equilíbrio emocional, atribuiremos nossa fraqueza a uma força “superior” e culparemos alguém. No caso, o diabo!
Então, qual a explicação para tantos casos de “possessão” demoníaca?
São fenômenos de competência da Parapsicologia. Objeto de especulação de charlatães que se declaram “ministros de Deus”, ou “filho de Deus”, mas só querem enganar e tirar proveito de famílias a beira de uma desgraça e que enfrentam situações difíceis, ou indivíduos desamparados e sugestionáveis que servem de marionetes nas mãos de pilantras que enriquecem à custa de pessoas fracas e “ingênuas”. Pilantras que usam o diabo para intimidar e atemorizar pessoas simples e humildes, ou desesperadas e desamparadas que fazem qualquer coisa para se livrar do problema.
O que importa é que você não seja vítima de crenças que te prendam a ignorância humana, impedindo-o de assumir a direção de sua vida e comandá-la sabiamente, por acreditar que seres malignos possam te prejudicar, destruindo casamentos, provocando desemprego, castigando com doenças, enfim, transformando sua vida numa desgraça.
Liberte-se dos grilhões que te prendem a ideologias criadas para mantê-lo sob controle e manipulável pela elite dominante e por bandidos chamados de gurus e conselheiros espirituais. Se estes “sábios” adivinhadores pudessem prever o futuro com tanta precisão, acertariam os números da mega-sena e ficariam ricos.
Não tema, nada pode atingi-lo, desde que você não permita. Se sua situação não é das melhores, acredite: “VAI MELHORAR”! Tudo é uma questão de tempo. Não faça nada precipitadamente. Não dê ouvidos a pessoas negativas. Seja otimista e, “VÁ A LUTA”! A vida é muito preciosa para desperdiçarmos com bobagens. Muitos estão na mesma situação que você. Não é praga, feitiçaria ou influência do Diabo. É apenas uma crise passageira que logo desaparecerá.
Tenha fé na sua capacidade. Invista na sua aparência e principalmente em conhecimento. Ninguém consegue um bom emprego se estiver mal vestido e mal preparado. Mentalize palavras positivas. Seja alegre. Respire fundo e supere os problemas.
E o Diabo? Que vá para o “inferno”! É como acreditar em “Bicho Papão”. Um ser fantástico que atormenta as criancinhas. Ou a “Cuca”, utilizada pelos adultos para controlar as crianças, e mantê-las obedientes. Ninguém nunca viu nenhum destes seres. Mas o medo é tanto que eles se tornam “REAIS”. Você já deve ter ouvido falar de lobisomem, mula-sem-cabeça, chupa-cabras, político honesto, entre outros seres folclóricos. Assim é o diabo. Uma criatura inventada para controlar e manter o povo na obediência. E quanta gente ganha muito dinheiro com isso. Desfazendo feitiços, encantamentos, expulsando demônios e preparando amuletos e poções para afastar o “Bichão”.
Como provar se o diabo existe ou não? Não existe uma maneira de provar sua existência ou não-existência. Se ele existe ou não, é problema dele. O que não dá para aceitar é que você atribua seus erros a uma possessão ou interferência do diabo.
A intenção, não é provar a existência ou não deste ser chamado diabo, nem sair gritando pelas ruas que você não o teme, mas refletir sobre atitudes humanas, muitas vezes equivocadas, outras vezes realizadas por maldade, e que são justificadas pela crença num ser que domina a mente dos homens, controla suas ações, levando-os a praticar coisas horríveis alegando que não se lembram de nada, pois o diabo soprava em seu ouvido o que era para ser cometido. Ou então, que seu casamento não está bem, porque o diabo ou alguém que fez pacto com ele, quis prejudicá-lo. Ninguém faz pactos com o diabo. As pessoas que praticam a maldade, a fazem espontaneamente. Podem acreditar na existência do diabo e até adorá-lo. O perigo não é o diabo, mas a mente diabólica do homem que por acreditar cegamente num ser ou ideologia e adorá-los como deuses, é capaz de matar em nome de sua crença.
A mente humana é muito fértil. É capaz de criar seres fantásticos, encantadores e assustadores. Estes seres criam vida, tornam-se fortes e poderosos. Ganham autonomia e assombram a humanidade.
As fábulas ensinam as crianças a terem bom comportamento, mas não devem servir de meios de dominação ou mecanismos para controlar e manipular a humanidade.
Deus
Também não adianta culpar “Deus”. Acreditar que é pobre ou passa necessidades, porque “Deus” quis assim. “Quando recebemos o domínio deste mundo, também recebemos o domínio de nós mesmos. Deus não é nosso piloto. Nunca foi intenção Sua traçar uma rota para cada um de nós e assim colocar-nos a todos sob Seu controle – Deus não é ditador. Ao contrário: Ele doou a cada um de nós intelecto, visão e talento para traçarmos nossa própria rota, para escrevermos nosso próprio Livro da Vida da maneira como escolhermos” . Isso é mero conformismo e comodismo. Qual pai desejaria que um filho fosse bem sucedido e outro mal sucedido? Deus também deseja que cada um de nós tenha “sucesso”. Você pensa que Deus escolhe quem será rico e quem será pobre, quem viverá na miséria e quem viverá na fartura? Somos nós, os seres humanos, que selecionamos e excluímos os indivíduos conforme nossas vontades e caprichos, não Deus. “Tudo o que há são fantasias de homens cruéis e vingativos ”. Deus não é malvado e vingativo. DEUS É AMOR! Quem ama não deseja a desgraça para a pessoa amada. Quem ama não castiga ou pune de forma vingativa.
Muitas “igrejas”, “enfiam” na mente de seus seguidores que Deus castiga aqueles que se desviam do caminho designado por Ele. Qual o caminho correto a seguir? Que Deus, mantém uma prisão, chamada Inferno, para se vingar daqueles que “pecam” e não seguem suas “ordens”. Alguns “líderes” religiosos, dizem a seus fiéis, que a pobreza é dom e provação de Deus para testar sua fé. E para provar que sua fé é infinita, deve-se fazer sacrifícios. Neste caso, algumas “igrejas”, “exigem” doações como prova de fé, para alcançar a graça divina. Há senhores, que se dizem “mensageiros” de Deus, e fazem uma verdadeira lavagem cerebral, alienando pessoas que num momento de fraqueza se desfazem do pouco que possuem para enriquecer esses “falsos profetas”, que pregam a palavra de Deus de forma tão baixa e suja.
A indústria transformou Deus em mercadoria. Religião virou negócio. Igreja tornou-se empresa. Há igrejas que disputam a imagem de Deus através da televisão e tentam vender seu produto em nome da FÉ. A impressão que se tem é a da existência de vários deuses – mercadorias – pois cada um descreve “seu deus” como melhor que o da “concorrência”.
É como se cada religião ou cada igreja tivesse um Deus. Cada uma faz a propaganda de seu deus utilizando os meios de comunicação e empresas de publicidade. Tudo para vender o “seu deus”, ou melhor, seu produto.
O “fiel”, perdido em tantos problemas, desanimado com sua situação, desamparado, procura um deus que resolva seu problema e depara com um mercado divino tão amplo, com tantas promessas de “milagres”, que fica quase impossível decidir, qual deles “comprar”. Qual Deles Adorar?
São tantas ilusões! E outras tantas decepções!
Igrejas que prometem curas milagrosas. Soluções para problemas financeiros. União de casais que se separaram. Quando alguém chega com um desses problemas o motivo é logo apontado: falta de fé. A falta de fé permite a aproximação do diabo que provoca toda essa desgraça. A solução também é apresentada: ficar naquela igreja, doar o que tem – como prova de fé – e entregar “seus problemas” nas mãos dos “profetas” que fazem a conexão entre o pobre coitado e Deus. Somente aquela igreja e aquele Deus têm poderes para realizar a graça.
Se seu problema não é solucionado é porque faltou fé. Será que a maioria da população mundial é pobre ou passa fome por falta de fé? Como “medir” a FÉ? Não existe maneira para medir a intensidade da fé. A FÉ é subjetiva, está enraizada no cerne do homem.
Quanta bobagem. Você não precisa “destas” igrejas para ter fé ou para alcançar uma graça. Não estamos falando de mágica. Deus Verdadeiro pode conceder-lhe qualquer graça, independente de igreja ou “profetas”. Mas também não adianta sentar e esperar que Deus faça tudo por você, até seu prato de comida. É preciso coragem, ânimo e bom humor para enfrentar as dificuldades e superá-las.
Quanta propaganda enganosa.
Então Deus permitirá que uma criança inocente morra por uma doença incurável porque ela não tinha fé – talvez nem saiba ainda o que é isso – ou porque seus pais não procuraram a igreja certa. Pobre criança!
Seu irmão morreu de câncer porque não tinha fé, ou não freqüentou a igreja certa. Que Deus o tenha!
Se você é pobre. Está desempregado. Seu casamento acabou. É porque você não tem fé. Basta adquirir um “deus” na “igreja” mais próxima de sua casa. São tantos produtos:
• sabonetes que salvam casamentos destruídos por feitiço: “se um dos cônjuges não costuma tomar banho, acredite: seu casamento acabou por falta de banho, neste caso, não tenho dúvidas, o tal sabonete fará ‘milagre’!”;
• velas que servem de chave para abrir as portas do céu: “as portas estão abertas, só não entra quem não quer”; “o céu e o inferno são estados psicológicos; depende do seu humor”;
• livros com receitas “mágicas” para aumentar a fé, ser feliz e encontrar deus: “não existe receita, cada um tem Deus em seu interior, basta permitir que Ele se manifeste em você”.
São muitas promessas, mas poucas soluções. Não caia em armadilhas como estas. Deus não é produto vendido em supermercados.
Estas “pequenas igrejas” capazes de “grandes negócios”, são tão criativas que não demorará muito para lançarem novos produtos no mercado como: sabão para lavar a alma; lotes com vista para o “paraíso”; mapas para não se perder no caminho para o “céu”; passagens e ingressos para entrar no “jardim celestial”, entre outros que possam surgir.
Que Deus abençoe sua prosperidade e sucesso.
Amor
“Deus é amor, e quem vive no amor em Deus vive, e nele Deus” . Muitas pessoas afirmam ter fé em Deus. Mas se lembram Dele somente nas horas de sofrimento ou, para “pedir” algo “impossível”. É como se Deus existisse somente para os sofredores e sonhadores. Basta passar por uma dificuldade financeira e pronto: “A FÉ AUMENTA”. Ou se tem fé, ou não tem. É como gravidez, ou se está grávida ou não. Não existe meia gravidez! Não acreditar na existência de Deus, não é pecado. Nem por isso, você é um monstro. Muitos que se dizem fiéis e crentes, não praticam seus mandamentos. Tem-se muita fé, mas não há AMOR. Outros que dizem não acreditar na existência de Deus, praticam o amor ao próximo. Qual deles estará mais próximo de Deus. Talvez todos. Talvez ninguém.
De que adianta acreditar em Deus e destruir sua obra. Praticar maldades contra seus semelhantes.
Há pessoas que optam por uma vida simples e humilde em nome de Deus. Outras preferem a prosperidade abençoada por Deus. Ambos agem corretamente perante Deus. Tudo é questão de opção. Você é livre para decidir como deve viver. Só não é justo dizer que sua vida é uma desgraça porque Deus quis.
Se você vive bem e feliz com pouco, e esse pouco é suficiente para você, parabéns. Mas se você não está satisfeito com o que tem, o problema está em você que não aceita sua situação, não tem nada a ver com Deus. Talvez você esteja pedindo demais e agradecendo de menos.
Você é a semelhança de Deus. Acredite em você. Harmonize-se com a obra de Deus e sua força criadora. Sinta o AMOR penetrar em sua alma. A vida sem amor é uma vida sem Deus. Se Deus é Amor, o Amor é Deus. Não dá para viver com Deus, sem Amor. A vida sem Amor é fria e vazia.
Os generais que declaram guerras contra a humanidade acreditam em Deus. Os políticos corruptos que assaltam o povo acreditam em Deus. A elite dominante que explora e oprime a sociedade acredita em Deus. Os traficantes que destroem muitas famílias acreditam em Deus. Você acredita em Deus. Todos têm algo em comum: acreditar em Deus.
Mesmo assim, há generais que fazem guerras, políticos que assaltam o povo, membros da elite que exploram e oprimem o povo, traficantes que fornecem drogas provocando destruição das famílias. Por quê? Porque não amam a humanidade. Acreditam em Deus mas não no Amor ao próximo.
Quem acredita no Amor e pratica-o, não prejudica seu semelhante. Quem ama, não mata, não rouba, não provoca guerras, não explora seu próximo, não faz tráfico de drogas e não comete nenhum tipo de ofensa contra ninguém.
O Amor é capaz de transformar qualquer pessoa. O Amor “remove montanhas”. O Amor é capaz de salvar a humanidade!
Todos os seres humanos são capazes de amar, sem nenhuma exceção. Muitas vezes não têm oportunidade para demonstrar seu amor.
Cuidado para não se tornar arrogante, mal humorado, triste e infeliz. Ame a vida, por você estar vivo. Ame a natureza por ser bela e inspiradora. Ame os animais por serem graciosos e companheiros. Ame a pessoa mais próxima de você por estar sempre por perto. Ame a pessoa mais distante por existir. Ame seu amigo por partilharem alegrias e tristezas. Ame seu “inimigo” para que se torne amigo. Mas acima de tudo, ame a si mesmo, por ser a pessoa mais importante no mundo.
O Amor deve estar presente em você. É um presente para você. Presenteie o Amor, com Amor!
Se você tem um relógio, pode dar a quem quiser, porque é seu. Você pode dar seu carro a quem quiser, porque você o tem. Assim é com o Amor. Você só poderá amar alguém se tiver amor por você. Não se dá o que não tem. Somente podemos dar aquilo que temos. Ame a si mesmo!
Não existe VIDA sem a existência de AMOR! DEUS É AMOR. Deus manifesta-se no Amor. Sinta o Amor em você.
“Amo todos vocês!”
Dinheiro
E o DINHEIRO? O dinheiro faz com que as pessoas cometam crimes. O dinheiro provoca a inveja. Atrai falsos “amigos”. Por causa do dinheiro matamos, roubamos, prostituímos, traímos. O dinheiro corrompe a humanidade.
Não. O dinheiro não é responsável por nenhum desses males. O dinheiro é um produto da humanidade. Se não usássemos o dinheiro, praticaríamos todos estes crimes por qualquer outra mercadoria. Se cometermos crimes hediondos ou não, é porque somos pervertidos. Não é o dinheiro que nos corrompe. SOMOS CORROMPIDOS!
Amaldiçoar o dinheiro é “implorar” para viver na miséria. Mas também não precisa ser escravo dele e adorá-lo como um deus.
O pensamento é poderoso. A palavra tem poder. Tome cuidado com o que pensa e o que fala. Somos o que pensamos. Depois não adianta reclamar ou culpar outra pessoa. Quem pensou foi você não eu.
Abençoe o dinheiro. Receba-o com alegria e acredite que você merece todo dinheiro que recebe, desde que seja fruto de seu trabalho ou de fonte lícita. Pode ser que receba uma herança ou ganhe na loteria. Não importa. É seu e você mereceu.
Quem diz que dinheiro só traz desgraça e infelicidade não sabe o que está dizendo. Nunca teve dinheiro. Ou não sabe o que fazer com ele.
O dinheiro é bom e faz bem. Não compra a felicidade, mas proporciona momentos alegres e agradáveis, ou seja, momentos de felicidade.
O problema não está no dinheiro, mas na maneira como o homem utiliza-o. Se você trabalha honestamente e recebe seu salário, que mal há no dinheiro.
Se uma pessoa recebe seu dinheiro de forma ilícita e prejudica muitas vidas, a culpa não é do dinheiro, mas do homem que por ganância e ambição não mede esforços para conseguí-lo.
Se o homem não tivesse ambição e ganância por poder e riquezas, o mundo não precisaria de dinheiro ou qualquer outra fonte de riqueza. Bastaria dividir a riqueza do planeta em partes iguais. Ou melhor, dividir os meios de produção a todos os habitantes do planeta para que todos possam “sobreviver” com melhores condições de vida e não haja mais miséria no planeta.
Se você recebe e usa seu dinheiro de forma justa, inteligente e honesta, que mal há?
Há pessoas que fazem qualquer coisa por dinheiro. Políticos que mudam de partido. Fiéis que mudam de religião, muitos colocando o dinheiro como um “DEUS”. Jogadores que mudam de time. Gente que vende o corpo, que serve de cobaia para experimentos científicos, que “paga micos”, que vende a “virgindade”. É um verdadeiro “TOPA TUDO POR DINHEIRO”! Uma competição de “VALE TUDO”!
O mal não está no dinheiro. O dinheiro não compra nada disso. É você que vende sua fé, sua dignidade, sua honestidade, seu corpo, sua virgindade, seu irmão, sua mãe, sua sogra, seu ideal.
Tem gente que “vende a alma ao diabo”, por dinheiro. Então, o “profeta” confirma que “dinheiro é coisa do diabo”. Outro “mensageiro da fé” diz que para prosperar, é preciso “doar” seus bens – como prova de fé – para a “igreja”, e assim receberá múltiplas vezes mais do que doou. Assim, o “profeta” – por ter fé – fica RICO, enquanto quem doa – por falta de fé – fica POBRE.
O dinheiro é produto inventado pelo homem. É uma mercadoria como outra qualquer. Não é diabólico.
Não dê ouvido a este tipo de “religião” que transforma o dinheiro em objeto de adoração, como se fosse um “DEU$”, o deus CIFRÃO.
Ter dinheiro não é pecado. Ninguém vai para o inferno porque tem dinheiro. Assim como, ninguém compra seu “terreno no paraíso”, com dinheiro.
Se ouro e prata fossem abundantes, não teriam o valor que tem. Se cocô fosse raro, os homens se matariam por um pouco de bosta. Imagine como ficariam os Bancos tendo de guardar toneladas de merda e pagar juros sobre um monte de fezes. As indústrias de purgantes lucrariam rios de DINHEIRO. Garanto que ninguém mais sairia dos vasos sanitários, mas também não dariam descargas, para não perderem DINHEIRO. Os valores são relativos. Tudo depende da raridade e da necessidade.
Hoje o petróleo vale muito. Logo a água será utilizada como critério de riqueza. Por isso não valorizamos a água atualmente. Porque ela parece infindável. Mas valorizaremos a água assim que precisarmos dela e perceber que ela está se esgotando. Se não “morrermos” de sede antes.
Se o dinheiro pode comprar conforto, lazer, saúde, conhecimento, porque não aproveitar seus benefícios. O problema é que o homem compra armas, drogas. Se não fosse o dinheiro, qualquer mercadoria serviria para troca. É puro escambo.
Todo homem tem seu preço. Não existe quem não tenha um preço. Só que alguns homens se vendem por qualquer “merreca”. Outros custam tão caro que toda riqueza do mundo não é suficiente para comprá-lo. É como a piada do patrão que pergunta a sua secretária se ela transaria com ele por quinhentos mil reais. A secretária responde que sim, afinal, o valor é significativo. Então o patrão insiste e pergunta se por um real ela aceitaria transar. Indignada e ofendida pergunta se ele pensa que ela é uma prostituta. Calmamente ele diz que esta resposta já obteve na primeira pergunta, agora era só acertar o preço.
O dinheiro não é um deus. Também não é um demônio. Não precisa temê-lo.
Mas se não quer o dinheiro…
O Homem
Na Idade Média o teocentrismo predominava, pois Deus era o centro das atenções, tudo girava em torno Dele. A Terra era o centro do universo (geocentrismo), e a Igreja manipulava a população através de ameaças de ordem divina. Com o surgimento e desenvolvimento da ciência, alguns valores arcaicos deixam de ditar a ordem e o homem passa a ser o centro das atenções (antropocentrismo).
Desde tempos remotos, o homem evolui e desenvolve tecnologias para satisfazer seus desejos, superar suas dificuldades e diminuir suas necessidades.
Este ser capaz de criar e recriar, também capaz de construir maravilhas e destruir a própria espécie, é responsável pelos conflitos existentes no mundo entre o BEM e o MAL.
Para justificar tantas guerras e destruições, criou o diabo para inocentá-lo por tanta maldade cometida contra a humanidade. Assim, sem precisar assumir a própria maldade, atribui ao diabo acontecimentos negativos e a Deus toda bondade. Temos a eterna luta entre o Bem e o Mal, entre Deus e o Diabo.
Alguns “profetas” pregam o fim do mundo. A besta do Apocalipse que age entre os humanos. O Anti-Cristo que aumenta e fortalece seu rebanho do mal. Outros culpam governos. Dizem até que o sistema capitalista é responsável por tanta desgraça. Os mais radicais dizem que o “Diabo” está “solto”.
“O fim do mundo não é um acontecimento por vir, é um acontecimento de transformação psicológica, de transformação visionária” . O mundo só acabará – exceto se provocado por uma catástrofe cósmica – se o próprio homem decretar o seu fim.
O homem, é dotado de inteligência e capacidade de pensar. Porém, não usa nem uma nem outra.
Em nome do progresso desmata áreas gigantescas para construir rodovias, hidrelétricas. Polui o ambiente com gases tóxicos emitidos na atmosfera, resíduos químicos desprezados nos rios e mares, e todo tipo de lixo despejado no solo para que a produção industrial não pare. Testa armas nucleares contaminando o meio ambiente a fim de conhecer seu poder de destruição e um dia utilizá-la contra a própria espécie. Um verdadeiro suicídio. Ou genocídio!
Os fins justificam os meios. Esta é a lógica do homem para conquistar riqueza e poder. Por isso provoca guerras. “A guerra produz mais lucros que a paz” . As indústrias bélicas ganham muito dinheiro graças à desgraça de muitos inocentes que pagam com suas vidas. Os países destruídos, para se reerguerem, fazem empréstimos astronômicos dos países que dominam o capital. A guerra é produto vendável e lucrativo. E quem comanda as guerras é o próprio homem.
Este ser tão perfeito e ao mesmo tempo tão imperfeito, é capaz de coisas belíssimas como amar. Mas também é capaz de crueldades como matar, escravizar, destruir o mundo.
A perversidade é uma característica humana. Nenhum outro animal, sente prazer em destruir.
Nem por isso devemos desanimar. É muito mais fácil enxergar as desgraças, os defeitos e as falhas humanas. Difícil é reconhecer e valorizar suas virtudes. Por mais que os noticiários de televisão ou qualquer outro meio de comunicação divulguem que o mundo está perdido com tanta desordem e maldade, mostrando a violência ao vivo e a cores, precisamos manter a calma. Precisamos nos distanciar um pouco para observar de longe a realidade que nem sempre confere com o sensacionalismo “fictício” apresentado. Olhe a sua volta. Você convive com o tipo de violência e maldade apresentada pela televisão todos os dias? A violência mostrada é real, mas não geral. São fatos pontuais de algumas regiões, e não o cotidiano de todas as cidades. Quando assistimos esse tipo de noticiário – e somente esse tipo – ficamos aterrorizados com tanta barbaridade. Por onde andamos esperamos uma bala perdida em lugares que nunca houve um tiroteio. Desligue a televisão ou mude de canal, esse tipo de programação não é saudável e aliena o telespectador que passa a viver uma realidade que só existe em grandes centros urbanos.
Há muito mais gente boa do que gente ruim no mundo. Não devemos generalizar. Existem pessoas malvadas sim, mas representam a minoria. As pessoas de bem, felizmente, são em maior número. Você é uma delas.
Somos vítimas do próprio medo
É preciso coragem para libertar-se de paradigmas ultrapassados que nos prendem ao passado. Como uma âncora que não permite que naveguemos pelas maravilhas do mundo. Ficamos presos a ideologias criadas por uma classe dominante que não faz nada para mudar a situação cômoda e conveniente para quem está no comando.
Enquanto isso, aqueles que são oprimidos e explorados, permanecem numa situação desconfortável, por comodismo, medo, conveniência e ignorância.
Ninguém é vítima de ninguém. Somos vítimas de nosso próprio medo, de nossa própria covardia. Somos vítimas do próprio medo de mudar, de ousar, de transformar a própria vida.
Quantos de nós já tivemos oportunidade de mudar, mas por comodismo ou medo de mudança, permaneceu na situação que se encontrava.
Se formos manipulados é porque nos deixamos manipular, até mesmo por interesse.
Somos seres políticos. Defendemos interesses individuais e coletivos. Jogamos mesmo desconhecendo as regras. Criamos regras durante o jogo, conforme a necessidade e os interesses envolvidos.
Se estivermos no comando, ignoramos nossos comandados. Se formos súditos, nos colocamos na situação de vítima.
Somos capazes de transformar o planeta e revolucionar a espécie humana.
Se existe o impossível, é porque ainda não o tornamos possível. Porque nossa ignorância e limitação nos impedem de ultrapassar a barreira que separa o impossível do possível. Ou seja, não existe impossível, nós é que somos limitados e descrentes.
Enquanto continuarmos culpando o governo, o capitalismo, o dinheiro, o diabo e Deus, não mudaremos absolutamente nada. Continuaremos na situação que estamos ancorados. Talvez até pior. A elite continuará como elite – dominando - e o “povão” continuará “povão” – “dominado e possuído”.
Não tema o Governo, participe de suas decisões. Não tema o capitalismo, crie oportunidades para superar as crises. Não tema o diabo, ele não tem nenhum poder para prejudicá-lo – se é que ele existe - , por outro lado, Deus não permite que ele te faça mal. Não tema Deus, Ele é Amor. Não tema o dinheiro, aproveite os momentos agradáveis que ele pode lhe proporcionar. Não tema o medo, ele é natural, só nos protege de agir com negligência e nos ensina ser cautelosos.
Temos medo de ficar pobre, de perder a família, de morrer, de ir para o “inferno”, de ser seqüestrado, temos medo de muitas coisas, temos medo de viver. Vivemos com medo. E morremos de medo!
Um pouco de medo é saudável!
Seja um Vencedor!
A solução não está na luta armada e no derramamento de sangue. Também não está em movimentos desorganizados e reivindicações vazias ou politiqueiras.
Investir no ser humano gera os maiores lucros, é o melhor investimento. É a solução.
A humanidade está desumanizada. Robotizamos nossas ações e nosso pensamento. Tudo que pensamos está enlatado, por isso não conseguimos analisar nossa situação.
É preciso utilizar um abridor de latas para desenlatar as idéias que nos são impostas.
Vivemos tão mecanicamente que mal paramos para contemplar a beleza que existe em cada ser humano. Nos distanciamos de nossas raízes. Deixamos de ser simples e felizes e optamos por uma vida artificial, complexa e triste.
“Aqueles que vivem no fracasso e na infelicidade nunca exerceram suas opções pelas melhores coisas da vida porque nunca tiveram consciência de que podiam escolher!” Ninguém impõe isso a ninguém. Somos livres para escolher como viveremos: na desgraça ou na graça.
A felicidade não está naquela casa nova, naquela carreira nova, naquele amigo novo, naquele parceiro novo. E não está à venda. A felicidade não se resume em conseguir, mas em satisfazer-me com o que conseguiu. Com o que tenho e com o que não tenho. A felicidade plena é um estado de “espírito”. Mas nosso “espírito” é muito sensível, sujeito a muitas doenças.
Não adianta procurar um médico, se você não seguir suas recomendações. Não adianta procurar uma igreja ou uma nova religião, se você não tem fé em si mesmo. Tem que acreditar no seu potencial e abençoar tudo que recebe. Outra pessoa não fará por você aquilo que é sua responsabilidade. Ninguém é responsável por sua situação. Você é autor e protagonista de sua vida. Não existe co-autoria. O que existe são situações que estimulam certas habilidades e comportamentos exigindo uma ação-reação rápida. O resultado depende de sua performance, de suas habilidades em lidar com as situações e sua criatividade para transformar crises em soluções.
Não faça de sua vida um “muro de lamentações”. Tem gente que adora sofrer. Reclama de tudo e de todos: o mundo está em guerra, o terrorismo provoca outras guerras, a bolsa de valores não pára de cair, o dólar “sobe”, a inflação dispara, o governo não toma atitudes contra o desemprego, o capitalismo explora o homem, a programação de televisão não presta, o marido não pára em casa, a criança não pára de chorar, a mãe está doente, a sogra também está doente, o salário é pouco, o custo de vida é caro, a violência aumenta, a polícia não faz nada, é dor de cabeça, dor de barriga, sinusite, bronquite… Nossa! Como você SOFRE!
Não seja um coitado. Você não é um coitado. Você se colocou nesta situação, agora saia! É difícil, não existe receita. É preciso coragem para desistir de ser sofredor, parar de perder e passar a ser um VENCEDOR.
Não se acostume com os problemas. Eles se tornam familiares e nunca mais vão embora. Como aquele cunhado que se instala em sua casa, almoça, janta, toma banho, dorme e vai ficando, vai ficando, até que você perde a paciência e…
Os problemas são assim, vão ficando, se acomodam, você se acostuma, acomoda e juntos formam uma “família feliz”.
Afaste-se de pessoas que sofrem por tudo. É gente doente que precisa de tratamento médico. Essa doença é contagiosa, quando você menos espera, já foi contaminado. Já está sofrendo! E é difícil curar esta doença.
Todo mundo tem algum problema. Não há ser humano que não passe por uma dificuldade, mas isso não é o fim do mundo.
Sofrimento é para quem gosta de sofrer. Se você tem vocação para sofrer. Vá em frente, SOFRA! Mas depois não reclame, a opção é sua, mas também não queira que todos sofram com você ou por você. O sofrimento é seu, não dos outros.
Seja protagonista de sua história, não permita que outros queiram dirigir sua vida.
Tome uma atitude e decida se você é um VENCEDOR OU UM PERDEDOR!
Em busca de um novo Homem
Que tipo de homem o mundo precisa?
Um homem capaz de amar o próximo, sem exigir nada em troca. Que por amor prefira servir a ser servido. Que renuncie todo poder e riqueza conquistada de forma ilícita para viver na plenitude do amor a seu semelhante. Que plante flores para deixar o mundo mais belo. Que escreva poesias para sensibilizar a humanidade. Que tenha coragem de amar sem preconceito, sem medo de ser cobrado.
O novo homem é o que busca Deus em seu coração, porque sabe que a busca de Deus, é a busca de sua essência. É a busca de si mesmo.
Este homem é especial porque sabe que cada ser humano é importante e, que a união de todos, forma este ser tão perfeito chamado Deus.
O novo homem está tão perto. Está dentro de cada um de nós. Precisamos despertá-lo. Trazê-lo para o mundo real a fim de construirmos juntos uma sociedade melhor.
Sem medo de ser feliz e fazer felizes nossos semelhantes. Sem vaidade e arrogância.
O novo homem, aceita cada um como é, independente de sua religião, raça, posição social ou opção sexual.
O homem que não faça sofrer, mas cure o sofrimento da humanidade. Que seja capaz de doar do pouco que tem porque sabe que não lhe fará falta.
Este homem é você. Muito prazer!
Educação: chave para a mudança
A Educação é a chave para a mudança. Somente uma Educação realizada com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom-humor pode revolucionar a sociedade, portanto, o indivíduo. Somente uma Educação empenhada em praticar e ensinar com compromisso, responsabilidade, verdade, ética, amor e bom-humor é capaz de transformar o indivíduo e formar cidadãos.
Para isso, faz-se necessário que esta instituição chamada “EDUCAÇÃO” desempenhe sua verdadeira função social: formar CIDADÃOS CRÍTICOS, CONSCIENTES E LIVRES! De preferência BEM-HUMORADOS.
Enquanto isso não acontecer, continuaremos presenciando e vivenciando uma sociedade cada vez mais doentia, desestruturada, escravizada e “mal-humorada”.
Uma instituição construída para formar indivíduos pensantes – no caso da rede pública de ensino – está apenas fazendo o jogo de uma minoria elitizada lançando na sociedade indivíduos robotizados e condicionados ao trabalho apenas. Esta é uma contradição. A escola que formaria ou deveria formar indivíduos com pensamento autônomo, visando o bem comum, “contenta-se” apenas com a informação e o adestramento de indivíduos cada vez mais individualizados e programados que visam apenas interesses pessoais.
Um dos principais problemas da nossa sociedade é o individualismo. E o que tem feito a educação pela formação societária e pela cidadania? Ela parece estar voltada muito mais para a reprodução do individualismo, hierarquizando a força de trabalho, do que propriamente educar para uma vida comunitária, solidária. A educação tem-se centrado em seu papel de preservação da sociedade e seu potencial transformador tem sido quase sempre ignorado.
O educador tem a chance de repensar a educação. O educador, ao repensar a educação, repensa também a sociedade. O ato educativo é essencialmente político. O papel do pedagogo é um papel político.
Como conciliar o indivíduo, a sociedade e a Educação?
Atendendo as necessidades da sociedade. Mas quais são as necessidades da sociedade? Eis a questão. Estamos tapando o sol com a peneira. Precisamos formar o sujeito enquanto individuo. Cidadãos capazes de pensar, portanto, capazes de solucionar problemas. Que vejam na Educação a chave para abrir muitas portas. Infelizmente, o educando atualmente vê a Educação sem nenhum estímulo, pois esta não lhe oferece oportunidades, ao contrário, castra seus sonhos.
Há uma pedagogia que reforça o silêncio em que se acham as massas oprimidas e uma pedagogia que tenta dar-lhes a palavra.
A Educação não atende as aspirações da sociedade, pois não aceita a forma de pensar do indivíduo, ao contrário, quer impor sua própria forma de pensar, forma que já vem enlatada pela elite dirigente do país.
Ou fazemos uma pedagogia do oprimido ou fazemos uma pedagogia contra ele .
Não há Amor, compromisso, responsabilidade, verdade, ética e bom-humor nessa educação disfarçada e dominada pela elite. Portanto, para atender as necessidades da sociedade, é preciso saber quais são suas necessidades e aspirações e então atendê-las. E quem melhor do que a sociedade, ou melhor, os societários para saber quais são suas necessidades.
É preciso descentralizar a administração do ensino institucional, assumindo o gerenciamento, a administração e a responsabilidade pela educação da sociedade, sem abrir mão e exigindo com mais freqüência, vigor e eficácia a responsabilidade do Estado de manter, patrocinar e investir na formação de professores, na construção de escolas, no investimento de instrumentos e materiais escolares entre outros recursos necessários a uma educação com qualidade. Cabe ao governo em parceria com as empresas privadas investir na Educação como prioridade nacional e mundial, com seriedade, responsabilidade e principalmente honestidade. À sociedade cabe fiscalizar, reivindicar e participar. Aos educadores resta administrar a educação, pois somente quem pisa no chão da escola sabe quais são suas prioridades e necessidades.
A Educação deve servir o homem e não escravizá-lo. Sua função é libertar a humanidade da ignorância e construir uma sociedade melhor. Para isso, tem de preparar o homem para ser criativo e capaz de solucionar problemas. De que adianta “enchê-lo” de informações se ele não souber o que fazer com elas.
A Educação também deve valorizar o ser humano e educá-lo para a cidadania. Para isso, é preciso assumir sua função social de realmente formar cidadãos críticos, conscientes e livres.
A pedagogia do diálogo, centrando o problema da educação na relação professor-aluno, desviou a atenção para um problema importante, mas não principal. O problema central continua sendo a relação da educação com a sociedade, essencial para entender a própria relação professor-aluno. O problema fundamental da educação do nosso tempo continua sendo a vinculação entre o ato educativo, o ato político e o ato produtivo .
Mas quem faz a Educação? Novamente o sujeito surge como personagem principal. A Educação é realizada por sujeitos, ou melhor, por GENTE. Gente que precisa de alimento, descanso, lazer, reconhecimento, estímulo, AMOR, bom-humor e salário digno. Estou me referindo aos profissionais da Educação, especialmente o PROFESSOR, este gigante capaz de “MILAGRES” pelo que recebe como salário . Certo que têm muitos professores incapacitados que não fazem jus ao que recebem – têm professores que só ocupam espaço -, mas a culpa também não é deles. É NOSSA! Por aceitarmos que a Educação se transforme em balcão de negócios, cabide de empregos, mercadoria nas mãos de políticos que representam as oligarquias do país.
Não podemos generalizar. A maioria dos profissionais da educação é digna do cargo que ocupam, ao contrário do que alguns “especialistas” em educação dizem por ai. Acusam os professores pelo “fracasso” da Educação.
Se a Educação fracassou é porque a sociedade fracassou. E se a sociedade fracassou é porque a humanidade fracassou. Felizmente, isso não ocorreu.
Somente pessoas fracassadas vêem a Educação como uma instituição falida. A educação nunca fracassará. Porque existem pessoas que acreditam no seu sucesso. Porque existem muitos professores da alegria . Porque é um dos segmentos da sociedade que mais recebe investimentos. O problema é que a verba destinada para a educação é na maioria das vezes desviada para mãos erradas, ou pior, para bolsos errados .
Há escolas que investem no educando e no educador, valorizando-os como ser humano. Conseqüentemente, a auto-estima se eleva e o bom-humor se manifesta. Mas este é um trabalho coletivo de uma equipe que “pensa” e age como um time. Num time, todos os componentes são responsáveis pelo resultado da partida. Se um dos participantes não está bem, o resto do time sente, pois “depende” daquele membro. A partida deve ser jogada por todos. Quando o time perde, todos perdem, o trabalho é coletivo. Assim deve ser uma escola. Assim deve ser a Educação. Assim agem os professores da alegria: trabalhando sempre em equipe em benefício da coletividade.
Não importa a posição do Governo; a hegemonia do capitalismo; a religião oficial ou predominante no mundo; as previsões dos gurus; as opiniões dos “especialistas”. A Educação é realizada por quem pisa no chão da escola, não por pessoas que se escondem em gabinetes atrás de escrivaninhas.
São sujeitos que pensam autonomamente e estão comprometidos com os interesses da sociedade que devem gerenciar a Educação, sem exceções e exclusões. Que estejam dispostos a realizar uma reforma na Educação, com responsabilidade, visando o bem comum.
O educador, o filósofo, o pedagogo, o artista, o profeta, o político têm e tiveram, historicamente, um papel eminentemente crítico: o papel de inquietar, incomodar, perturbar, desafiar, denunciar, transformar. Portanto, sua tarefa é a de quem incomoda e transforma.
Mas é preciso muito cuidado, pois a escola que forma, o “mocinho” é a mesma escola que instrui o “delinqüente”. Claro que existem outras questões em jogo, como a família, a sociedade, o meio e a própria escola. Porém, ambos são “educados” nas mesmas escolas.
Podemos dizer que nos extremos existem dois “tipos ideais” de educação: uma educação como prática da domesticação e uma educação como prática da libertação. Evidentemente, essas educações não existem em estado puro. Em estado puro esses dois modelos de educação são caricaturas, abstrações. Eles não existem porque não existe uma sociedade abstrata que seria ou totalmente conservadora ou totalmente libertadora. Porém, esses dois modelos seriam apenas horizontes opostos, em direção do qual a educação tentaria caminhar, mantendo o conflito, a dialética, entre o velho e o novo, entre a reprodução e a transformação . A escola e a educação adaptam-se às novas condições econômico-sociais.
Uma escola sem compromisso com a sociedade, alienada aos interesses da elite dominante, objeto de manipulação nas mãos das oligarquias forma indivíduos descomprometidos com a humanidade e com a verdade. Nesta mesma escola freqüentam indivíduos heterogêneos que podem utilizar seus conhecimentos tanto para o bem, quanto para o mal. Se esta escola não valoriza o professor e ainda o trata com desprezo, está condenada ao fracasso e com ela toda a sociedade e a humanidade inteira.
Não quero que a escola tenha obrigação de formar o caráter humano, mas que tenha responsabilidade na complementação e possa influenciar sua formação.
A escola comprometida com a sociedade, busca formar cidadãos conscientes de sua responsabilidade no processo de construção da cidadania. Esta escola visa despertar e desenvolver a fraternidade, solidariedade, liberdade, igualdade, ética e principalmente o amor ao próximo. Esta é a escola que busca um “novo homem”. Qualquer escola está sujeita a falhas, mas aquelas que valorizam e formam seres humanos, têm mais chance de acertar. Aquela escola que valoriza o PROFESSOR e reconhece sua importância tem mais chance de alcançar seus objetivos e ter sucesso.
O mundo não precisa de indivíduos capazes de construir bombas e armas de destruição em massa. Homens que especulam, exploram, oprimem, roubam e matam. Pessoas cruéis, capazes de tudo e mais um pouco para se manterem no poder. Homens mal-humorados que não aprenderam lidar com seus fracassos e frustrações e descarregam sua ira punindo inocentes que nem sabem o motivo da punição.
O mundo precisa de sujeitos bem-humorados que saibam amar! Homens que por amor ao próximo, sejam capazes de acabar com a fome, miséria, guerras e outros males.
Esta é a missão da Educação que também é dirigida por seres humanos. Portanto, é nossa a missão de educar para a paz e transformar a sociedade formando seres humanos felizes e bem-humorados. Não alienados. Capazes de solucionar problemas, não adestrados para repetir “conhecimento”.
Uma educação com AMOR, responsabilidade e bom-humor, sem mentiras e ilusões. Uma Educação libertadora, capaz de permitir ao sujeito escolher sua religião, seu partido político e seu candidato. Uma educação que forme e transforme o indivíduo visando o bem coletivo. Uma Educação que encaminhe o homem ao “sucesso” e à prosperidade. Uma Educação capaz de dar suporte e autonomia ao homem para decidir, por si próprio… QUAL DELES ADORAR.
Que Assim Seja…
(DDD - DEUS DIABO DINHEIRO - QUAL DELES ADORAR, Volpone de Souza, Berto Editora, 2004)

