domingo, 14 de junho de 2009

Livros de Volpone de Souza

O Quadro Negro da Educação: a escola de que se fala e a escola de que se sofre









O objetivo é mais que provocar reflexões. O Quadro Negro da Educação não pretende consertar nem corrigir nada, mas incomodar, pois, só pensamos, refletimos e agimos quando nos sentimos incomodados com alguma coisa.A humanidade só buscou novos horizontes superando obstáculos e ultrapassando barreiras e fronteiras porque se sentiu incomodada com a situação que se encontrava, portanto, buscou superar suas necessidades rompendo seus limites, criando meios para viver mais comodamente e acabou se acomodando demais.Não pretendemos ensinar como se deve ensinar porque também não sabemos, mas só aprendemos quando eliminamos os bloqueios que nos impedem de aprender. Como escreveu o mestre Guimarães Rosa: “Mestre é aquele que continua sempre aprendendo”.É preciso tirar a máscara, o “guarda-pó”, despir-se do figurino de professor, esquecer as correntes pedagógicas que defende, tirar o rótulo de educador para se livrar dos obstáculos que o impedem de compreender e aceitar propostas e novas idéias antes de conhecê-las e analisá-las.A posição do professor é de sempre rejeitar, opor-se a qualquer texto que critique sua postura em sala de aula e dentro da escola. A proposta não é a de criticar a postura do professor, mas observar o conjunto em que está inserido e como se relaciona com as situações educacionais.Para crescer é preciso analisar as propostas, descartar as ineficazes e assimilar as eficazes. Mas como saber quais as propostas eficazes se não conhecermos e experimentarmos?Inovações e mudanças não são aceitas pelas pessoas com facilidade, pois muita gente não está tão receptiva. É difícil aceitar que somos falíveis, sensíveis, mutáveis, humanos e muitas vezes responsáveis por muitos erros. É mais fácil apontar o dedo e culpar “alguém”.Só poderemos consertar algo ou melhorar nossa condição de trabalho quando aceitarmos que também fazemos parte do processo de melhoria e desenvolvimento da educação e da sociedade.Muita gente mascara a realidade da escola. Quem está na escola e não fala como ela é de verdade, sofre sua pressão.Ninguém conta o que realmente acontece dentro de uma instituição como a escola por medo de punição ou por cumplicidade. Todos escondem a realidade, a verdadeira realidade.Não estamos falando de criticar a escola por criticar, pois não resolve os problemas da educação nem os do professor.Quando criticamos só por criticar a instituição que estudamos ou trabalhamos estamos também condenando nosso futuro. Se dissermos que estudamos numa escola ruim, significa dizer que tivemos uma formação ruim. Se apresentarmos nosso currículo a uma empresa, o entrevistador poderá perguntar se estudamos naquela escola ruim. E se estudamos numa escola ruim, pode ser que sejamos profissionais ruins.Se trabalhamos numa empresa – no caso escolas – e criticamos nosso trabalho, nossa função, nossos colegas – funcionários, diretores, etc. – apenas por criticar, também estamos nos condenando e nos taxando como professores ou funcionários ruins, pois somos membros daquilo que criticamos. Por isso, cuidado com o que se critica.Sabemos que não é fácil ser professor, mas para quem acredita que é tão ruim ser professor é melhor mudar de profissão, pois quem vive fazendo o que não gosta, nunca poderá ser feliz nem pode progredir na profissão. Se for bom ser professor porque reclamar tanto? A reclamação torna-se um vício. Habitua-se a reclamar dos alunos, dos diretores, do governo, da família, da vida.Não pretendemos julgar o professor, nem culpá-lo pelo fracasso da Educação. Entendemos que o maior problema da Educação é puramente político. Educação é um ato político, mas deve ter autonomia para se livrar dos politiqueiros que se declaram defensores da educação e apenas querem desviar sua verba.Acreditamos que o único responsável por uma boa educação e capaz de satisfazer as necessidades das escolas e de seus envolvidos é o professor porque é quem pisa no chão da escola.Acreditamos também que o professor precisa capacitar-se mais para acompanhar as mudanças da sociedade porque os alunos não são os mesmos de antes e não adianta lamentar que antigamente era assim ou assado, pois estamos no presente e o professor deve lecionar para o aluno do presente, mesmo que este aluno não esteja tão presente na sala de aula.Nem o melhor professor do mundo consegue “ensinar” se o aluno não quer aprender. O aluno só aprende o que quer. Não aprende mesmo com o melhor professor se não quiser aprender. Mas o aluno aprende mesmo com o pior professor se tiver vontade de aprender.O melhor professor só é o melhor porque tem os melhores alunos.O melhor professor é VOCÊ!Boa aula!
(Volpone de Souza, O Quadro Negro da Educação: a escola de que se fala e a escola de que se sofre. ABR Editora, 2009)

Professores da Alegria




Hoje, inicio mais um dia feliz,
Maravilhoso, alegre, Divertido e bem-humorado.
Neste dia nada me afetará.
Tristeza, raiva, ódio ou mau humor,
Tentarão me dominar,
Mas não me atingirão.
Mesmo que as tentações do mau humor me persigam, resistirei
E vencerei as forças malignas
E devastadoras do azedume do mau humor.
A energia positiva do bom humor
Transborda em meu ser, tornando-me mais forte,
Confiante, alegre, feliz e bem-humorado.
Pérfidas línguas,
Execráveis e perniciosas,
Falarão, mas não ouvirei.
Homens e mulheresSedentos de maldade me cercarão
E tentarão me arrastar para o abismo do Mau humor.
Inveja, ciúme e vaidade me assediarão
E tentarão me iludir
Atraindo-me para o fracasso.
As forças do BEM, da ALEGRIA e do AMOR
Irão me conduzir para o SUCESSO.
O BOM HUMOR estará sempre em mim,
Fortalecendo-me contra o mau humor.
O bom senso e a sabedoria universalVão me ensinar a respeitar e compreender
Aqueles que, possuídos pelo mau humor,
Num ímpeto de instante me ofenderam.
Que a graça do humor caia sobre mim
E preencha meu espírito de alegria,
Fé e esperança.Que cada obstáculo sirva de trampolim
Para saltar rumo à felicidade.
Que cada pedra em meu caminho
Seja um degrau conduzindo-me ao sucesso.
Que a prosperidade e a felicidade
Sejam minhas companheiras
E o bom humor minha estrela guia.
Que a energia do BEM e do BOM HUMOR
Me fortaleçam contra as forças do mal.
Que minha consciência me guie
Sempre no caminho do bom combate
Para que possa superar o preconceito
E vencer as injustiças sociais.
Que amanhã seja melhor do que ontem.
E hoje seja o melhor dia de minha vida.
Amém.
(Volpone de Souza, Professores da Alegria,
Berto Editora, 2007)

DDD - Deus Diabo Dinheiro - Qual Deles Adorar?


Cada indivíduo tem a missão de melhorar seu “metro quadrado” e participar na construção de uma sociedade formada por cidadãos. Não adianta querer mudar o mundo se o indivíduo não aceitar que tem de mudar internamente para propor uma transformação externa.Certa vez, perguntei a um aluno se sabia o que era um cidadão e ele me respondeu que era uma cidade bem grande, como São Paulo.Boa parte da população não sabe o que é ser cidadão. Pior que isso é saber o que é, e não praticar a cidadania.Bem, o cidadão é o indivíduo consciente de sua responsabilidade e compromisso com a sociedade, ou seja, é sócio nesta “sociedade”. Conhece seus direitos e seus deveres. Fiscaliza a sociedade para que esta seja justa a fim de garantir que seus direitos sejam preservados e cumpre com seus deveres para que sua comunidade funcione ordenadamente, não no sentido positivista – com nossos direitos políticos suspensos - e sim no sentido de equilíbrio. O cidadão participa dos acontecimentos de sua sociedade, porque quer melhorá-la visando o bem comum.A participação de cada cidadão garante a prática da cidadania. Isso garante a interação e a integração entre os indivíduos e a inclusão dos mesmos, compondo a sociedade democrática, que é o conjunto dos indivíduos agindo autonomamente e espontaneamente para o bem coletivo, evitando a exclusão em todos os sentidos.Precisamos acreditar num indivíduo melhor, para alcançarmos uma sociedade melhor.Este indivíduo é você! A sociedade somos nós!

(Volpone de Souza, DDD - Deus Diabo Dinheiro - Qual Deles Adorar?
Berto Editora, 2004)


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